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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Orquestra dos sentidos




Na noite enluarada transcendendo perfume

O som do violão desenha os momentos

em que ouço, vejo e sinto a orquestra dos 

sentidos.

São dedilhados em harmonia com a pura 

fantasia em demasia...

A lua cheia de luz enlouquecia o rebrilhar 

do orvalho nos capinzais como strazz ou 

pedrinhas de cristais.

Os vaga-lumes piscam luminosidades no ritmo 

sagrado da noite.

Os grilos e os sapos são os donos da 

percussão na repercussão ao som do violão

Coloquei a minha voz em seu canto de magia 

orquestral sobre a qual

a lua derramava poesia...

Lili Rebuá

terça-feira, 26 de julho de 2011

Nuances



Escutar o balanço das ondas
é sempre igual e quase triste,
mas quando agente sabe ouvir
a música se faz no mar.
São infinidades de nuances
num mero canto estendido no tempo


Olhar o céu e ver as gaivotas
é tão calmo e tão sereno.
mas quando agente aprende olhar,
um balé se faz no ar.
Indescritível performance
num show de bailarinas com asas.


Falar contigo, quando passa por mim
Meu coração dispara...
Mas quando você me olha e sorri
O amor se instala no ar.
Irresistível romance
feito de suspiros e doce paixão.

                     
Lili Rebuá

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Amor Ubatubano



                                Mulher que tanto mudou para se ver moderna,
                                Arranhando a beleza que parecia eterna.
                                No triste olhar da linda menina,
                                Onde procuro a graça do olhar de Idalina.

                                              Ás vezes brigo comigo,
                                              Procurando nosso amor amigo.
                                              Onde estarão teus nascentes solenes,
                                              Nossos amores em noites selenes.

                     Das tuas areias lembro a alvura,
                     Dos teus rios a água pura.
                     Riquezas que pareciam perenes,
                     Estragadas, por mais que encenes.

                                              Ás vezes brigo comigo.
                                              O que faço desse amor antigo,
                                              Gritado em versos e maresia,
                                              Rasgado em dor e poesia
                                                                                      (Carlos Rizzo)



Carlos Augusto Rizzo mora em Ubatuba desde 1980, sendo marceneiro e escritor. Como escritor, publicou "Vocabulário Tupi-guarani", "O Falar Caiçara" em parceria com João Barreto e "Checklist to Birdwatching". Montou uma pequena editora que vem publicando suas obras e as de outros autores.


















sexta-feira, 22 de julho de 2011

Janela aberta



Da janela aberta

vejo imagens distantes

a música suave se esvai

no pensamento...

e esquecida fico distante.

Chego a sonhar com a lua

suspensa na poeira de luz,

Chego a sonhar estrelas pingando

luzes sobre nós.

Eu sonho lírios perfumando

você dentro de mim.

Da janela aberta
vejo imagens perfeitas
são doces lembranças
trazendo saudades.
Depois do turbilhão
das horas mortas,
a música suave retorna...
Acordo perdida
No tempo e na distância.

Lili Rebuá

terça-feira, 19 de julho de 2011

Índio Quer nascer


ÍNDIO QUER NASCER

Autor: Bado Todão


Tatear o chão com os pés
Nus
Brilho de lua minguante
Guariterés, guaxis
Guaranys tupis
Guajurús
Cabisbaixo guecha
Condor ou urubus
Mim quer ocara
Não segue guaruçá
Guaxinim, saracura
Abil, pedra dura.
Rio corre tuba
Amboré, tié, bemtevi
Cara pintada
Pitanga, penas de coli
Rabo de lagarto, 
Nem casa nem “asfarto”.


(Bado Todão é poeta e ator, nascido na Picinguaba, Ubatuba - SP)

domingo, 17 de julho de 2011

Radical Livre





Se eu sinto as dores do mundo? 
Ora encho o vazio do alívio, 
Ora me perco no incômodo martírio.
Cortes se fecham ou feridas estabelecem 

Mas se a fome devora e o ronco perturba?
Ora aumento o tormento,
Ora encontro o silêncio.
O prato esvazia ou a boca saliva. 

Se acaso o filme não rola?
Ora fecho as janelas do passado,
Ora abro as cortinas da nova paisagem. 

Vou medindo o tempo e a velocidade 
de um novo começo.
E ninguém sabe onde o fim termina
                                      
Lili Rebuá

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Eu adoro Músicas


       


De alguma maneira,
A música toca a todos
Quando entra no ambiente
Logo produz reações,
Faz acender luzinhas,
Gera movimentos corporais,
E introduz algumas emoções.
Pode ser um som antigo,
Cujos versos sabemos de cor,
Ou melodia inédita,
Que de surpresa  nos afeta.
Não consigo abstrair
Sem indagar alguma coisa
Em qualquer caso,
Ela entra e rouba a cena.

Lili Rebuá

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Solidão


Solidão
 Solidão é aquele balão  
que lá fora vagueia às escuras ...
como alma perdida a procura
de noites prá sonhar.

Solidão é este silêncio
que aqui dentro cala o coração .
como na mesa vazia 
sem o pão para compartilhar

Lá fora...O balão continua 
no escuro da noite
Permanece às escuras 
vagueando na imensidão sombria

E eu procuro o meu sonho
como um ser perdido
tateando as estrelas
e as noites  pra sonhar...


Lili Rebuá

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Pontilhados de Luzes



Pontilhados de luzes

Brilham na cidade grande

Assim como as estrelas

Que no céu se perpetuam     

A cada luminosidade

Há uma casa que te espera

E a cada estrela que brilha

Há promessas que te espera

Uma variação

Das emoções sem limite

Que no entanto é cheia

E no entanto é vazia

Metade tristeza

E outra metade alegria


Lili Rebuá

sábado, 9 de julho de 2011

Conheça as superstições ligados ao ato de comer

FOLCLORE NA ALIMENTAÇÃO

No passado não muito distante, as superstições em torno da alimentação eram um tanto exóticas e curiosas. Numa pesquisa sobre hábitos alimentares no folclore brasileiro; o casal de jornalista (Celso e Giselda), da extinta revista Igaraty, deparou com estas pérolas. E entre as superstições ainda presentes nos lares mais tradicionais, destacam-se as seguintes:


*Comer despido, ou sem camisa, é ofender o Anjo da Guarda.

*Comer com chapéu é comer com o diabo.

*Quando cai comida no chão, da boca ou do garfo, é sinal de parente passando necessidade.


*Donzela não serve sal, não corta galinha nem passa palitos.

*Recebe-se o prato com a mão direita e devolve-se com a mão esquerda: a direita é benção para o prato cheio, a esquerda é maldição para o prato vazio.

*Não se passa o sal, que deve ser colocado sobre a mesa, à frente de quem o pediu.

*Beber sobra do copo dá conhecimento dos segredos de quem deixou a bebida.

*Terminando a refeição, coloca-se o guardanapo aberto sobre a mesa, para o convidado voltar.

*Farinha no chão é prenuncio de fartura.

*Engasgar com saliva significa fome velha.

*Mulher não deve beber vinho primeiro do que os homens.

*Mesmo que haja convidado à mesa, o primeiro bocado é dado ao dono da casa, para não desejar sua morte. Se ele recusar, o perigo passou.

*Donzela não pode ficar na cabeceira da mesa, que não casa.

*Dinheiro em mesa de comida provoca miséria.

*Treze pessoas na mesma refeição determinarão infelicidade. Dentro de um ano morrerá um. O primeiro que deixar a mesa ou o último que se levantar.

*Só uma pessoa deve mexer a panela, para não tirar o sabor do prato.

*Não se bate na beira da panela senão míngua o de-comer.

*Não se prova mais de três vezes, senão o almoço fica insosso.

*Quando se espreme limão, é importante não deixar cair caroço na comida, pois dá azar ou fome canina.

*Inchar as bochechas, quando o arroz ferve, ajuda a fazê-lo crescer.

*Não se conta o que está na panela, faz diminuir a comida.

*Fogo aceso com papel queimado não segura o gosto do tempero.

*Deve-se lavar as duas mãos, uma só é mau agouro.

*Em dia de chuva caldo não engrossa.

*Para proteção da cozinha, o melhor é uma imagem de Santo Onofre, de costas para o devoto, rodeado de grãos de feijão e farinha de mandioca.Assim, não faltarás comida.


Pesquisa realizada em Ubatuba por: Celso Nogueira e Giselda Gottsfritz




sexta-feira, 8 de julho de 2011

Medos


Tenho o medo de sentir medo dos meus medos
São dois medos escondidos e contidos
No profundo céu de minh’alma,
Loucos para aflorar e me amedrontar.
Cadê a coragem para escapar?
Por que agora o medo do silêncio resolvera me habitar?
Por que o medo do vazio agora espreita o meu destino?
Como aguardar a morte após tantos tempos vividos?
Já não tenho mais o medo do escuro do quarto 
De cujas paredes invisíveis guardam
Os invioláveis pensamentos obscuros e insondáveis,
Mas tenho medo do inesperado blecaute
Que escurece minha alma e transplanta dentro de mim
As sombras que arregalam meus olhos cansados.
Corro deste perigo até não sentir meus pés no chão.
Atrás das minhas costas, asas batem ao vento livre
Ganho as alturas... Ganho nuvens...
Lá embaixo tudo é tão pequeno... Tão distante...
Acordo de um confuso duelo da vida e da morte
Cujo destino é de sorte.
                                                          

Lili Rebuá

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Coisas do Coração



Hoje meu coração está dolorido de saudades
Daquele tempo que não volta mais.
Ah! Velhos tempos! Tempos bons aqueles!


Hoje meu coração amanheceu despedaçado.
A tristeza ás vezes é uma grande conselheira.
Errando agente aprende.


Hoje meu coração está aflito.
A ansiedade me agita e agitada fico.
Faço um mantra... Isso me acalma tanto!


Hoje o meu coração está gelado,
Sinto o arrepio do frio da solidão
Preciso me aquecer nos braços de um bem querer!
 Lili Rebuá
              

segunda-feira, 4 de julho de 2011

O Gato Malhado



Quando menina,
ganhei um gato chamado Malhado
Ele era por vezes dócil,
outras vezes ranheta...
Ás vezes sapeca... Ás vezes dengoso
Às vezes esperto... Ás vezes manhoso
Certo dia, o gato conheceu o telhado
E de telhado em telhado,
Malhado fez das redondezas
O seu mundo a sua casa

Por onde andarás
Este gato danado
Que tomou o meu coração
E depois se perdeu pelo mundo
Malhadoooo! Xanin,xanin!

Lili Rebuá

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Juíza usa sua própria história para desmascarar as falácias da tão propalada meritocracia.


Símbolo da resistência

Ana Júlia discursou na quarta-feira (26) na tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná para defender a legitimidade das ocupações de escolas como forma de luta pela qualidade da educação pública.
Segundo a ombudsman da Folha, uma espécie de ouvidora que atua sob a perspectiva dos leitores do jornal, a cobertura da imprensa é tímida para a dimensão da luta dos estudantes contra a reforma do ensino médio (MP 746) e contra a PEC 55 (antiga PEC 241) que congela investimentos na educação por 20 anos.

Do Canal O Mundo segundo Ana Roxo


Explicações simples para assuntos complexos 

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