![]() |
| Click na foto para ler a reportagem completa, |
Mostrando postagens com marcador Politica e Cidadania. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Politica e Cidadania. Mostrar todas as postagens
domingo, 30 de outubro de 2016
As eleições do desencanto com a política e da ilusão com os “não políticos”
Diferentemente do que noticiou a grande imprensa corporativa e do que tentam nos fazer crer alguns analistas oficiais, o resultado do 1º Turno das eleições municipais de 2016 não representou a vitória das forças políticas que depuseram Dilma Rousseff e que se dedicaram ao aniquilamento do PT e de seu projeto de governo e de país. O resultado expressou, em primeiro lugar, o desencanto com as instituições políticas e, ainda, o crescimento de candidaturas apresentadas como “antipolíticas” ou “novas” na política "Clic no texto para ler a reportagem completa"
Por Benedito Tadeu César* na Revista Forum
Por Benedito Tadeu César* na Revista Forum
Nível muito baixo de gastos públicos ameaça o desenvolvimento
sábado, 29 de outubro de 2016
Me conte uma nova - Do blog Cafézinho
ESTUDANTE ANA JÚLIA IRÁ À ONU CONTRA MILÍCIAS DE RICHA EM
OCUPAÇÕES
Por Esmael de Moraes no Brasil 247
O governador Beto Richa (PSDB) será denunciado na próxima segunda-feira 31, em Brasília, na Comissão dos Direitos Humanos do Senado e da Câmara, no MPF, e em agências internacionais como Unicef – de proteção à infância e à adolescência — ligada à ONU; a estudante Ana Júlia Ribeiro, de 16 anos, será a porta-voz das ocupações nas escolas que estão ameaçadas por milícias que atuam em conluio com o tucano; integrantes do MBL percorrem escolas ocupadas em Curitiba com o objetivo de "desocupá-las" à força. "Click no texto para ler a reportagem completa"
Por Esmael de Moraes no Brasil 247
O governador Beto Richa (PSDB) será denunciado na próxima segunda-feira 31, em Brasília, na Comissão dos Direitos Humanos do Senado e da Câmara, no MPF, e em agências internacionais como Unicef – de proteção à infância e à adolescência — ligada à ONU; a estudante Ana Júlia Ribeiro, de 16 anos, será a porta-voz das ocupações nas escolas que estão ameaçadas por milícias que atuam em conluio com o tucano; integrantes do MBL percorrem escolas ocupadas em Curitiba com o objetivo de "desocupá-las" à força. "Click no texto para ler a reportagem completa"
"Nós deixamos de ser meros adolescentes para nos nos tornarmos cidadãos conscientes e comprometidos com o desenvolvimento da nação". Ana Júlia
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
Relaxa detetive! Agora basta apenas elucubrações como provas! E segue tudo nos conformes no pais das maravilhas!
quinta-feira, 7 de julho de 2016
"Petistas"
Como se fosse necessário ser "Petista" pra ser contra o golpe!
A indignação de duas senhoras contra Temer, fragadas pelo autor do vídeo que foram tachadas de "petistas".
_________________________________________________________________________
No debate que ocorreu em londres
Otavio Frias, da Folha de São Paulo chama a jornalista inglesa Sue Branford de "Petista".
_________________________________________________________________________________
Em Washington, Aloisio Nunes chama de "petistas" as manifestantes contra o golpe.
"Não é pelo partido é pela democracia!" Respondeu uma das mulheres.
_________________________________________________________________________________
Manifestante dá cusparada em jovem e xinga grupo por "aparentarem ser petistas".
![]() |
Click na imagem para ver a reportagem completa do site Pragmatismo Politico |
"Nunca me senti tão humilhado!"
_________________________________________________________________________
Ou você é coxinha ou é petralha!
"Não consigo conversar com amigos que odeiam o PT", desabafa Moura em vídeo.
sábado, 7 de novembro de 2015
Eu apoio ao movimento #AgoraÉQueSãoElas
ABORTEMOS O PROJETO DE CUNHA
Por Maria Rita Kehl
Não é exagero dizer que a vida das mulheres é ameaçada (por exemplo) pelo projeto de lei 5069/13, do deputado Eduardo Cunha, que dificulta o aborto legal.
Meus argumentos em defesa, não do aborto, mas de sua descriminalização, são públicos, há mais de cinco anos. Eu os defendi em uma das crônicas que escrevi em 2010, no jornal 'O Estado de S.Paulo'. Suspeito que o artigo tenha contribuído para o cancelamento daquela coluna.
Devo dizer que hoje não penso muito diferente de que pensava em 2010.
Para começar, aborto não é política de controle de natalidade. É um recurso extremo e doloroso utilizado por mulheres sem condições materiais ou psicológicas de ter um (ou mais um) filho. A pauta dos direitos da mulher não começa pela defesa do aborto. Este só se justifica em último caso. Antes disso, é necessário promover e/ou ampliar informação e acesso generalizado a métodos contraceptivos – políticas preventivas modestas, baratas, discretas. Não renderiam grande coisa ao deputado que lutasse por elas.
Vale lembrar que mulheres não engravidam sozinhas. Mas o ônus do aborto, assim como o de criar um filho não planejado, costuma cair sobre elas. A vergonha é delas (nosso), o crime é dela (nosso), o risco de morte por abortos clandestinos feitos em condições precárias é delas. É nosso. A acusação moral também recai sobre elas. Sobre nós. Mas o aborto não é um problema das mulheres. Esta é uma hipocrisia compartilhada por muitos homens (não todos), que fingem não ser tão responsáveis quanto as moças pelos casos de gravidez indesejada.
A expressão “gravidez indesejada” é cruel: o que falta grande parte das mulheres, sobretudo adolescentes, para manter a gravidez não é desejo. São condições: materiais, emocionais, familiares. E sobram condições de abandono: quantos homens ou garotos, continuam ao lado das mulheres e meninas que engravidaram ‘sem querer’, como se o problema não fosse com eles? Só algumas, com muita sorte, conseguem dividir a responsabilidade pela decisão com o parceiro. São casos em que muitas decidem não abortar.
Na situação de casa-grande-e-senzala que ainda caracteriza muitas famílias brasileiras, não causa escândalo que o filho da casa faça sua iniciação sexual com as empregadas. Se a moça engravidar, será demitida sem assistência. Por justa causa. E o que dirão as famílias se ela recorrer a um aborto clandestino? E se ela, como quer o novo projeto de lei, for a polícia dar queixa do estupro: quem lhe dará ouvidos? Todas sabemos o que estamos sujeitas a ouvir nas delegacias, ao denunciar assédio, estupro ou outras violências praticadas por parceiros: ‘Foi você quem provocou’. Nas delegacias de periferia a falta de respeito é ainda pior.
Até o uso da pílula do dia seguinte, que provoca a expulsão do óvulo recém fecundado, será proibida se os deputados decidirem. Já é uma vida humana, dizem os membros da bancada da repulsa ao sexo. Sim, é uma vida. Mas se fosse humana, a sociedade teria criado ritos para incluí-la na cultura – batizar e sepultar os óvulos fecundados, por exemplo, quando expulsar abortos espontâneos. Parece um absurdo, não é? Parece uma ideia bizarra. Assim é: porque o ato não os consideramos ainda como seres humanos. Nomeação e sepultamentos são práticas culturais que nos definem como humanos. Nenhuma delas se aplica a essa forma incipiente de vida.
Vamos falar sério: o que subjaz a esta pauta retrógrada é a repulsa inconsciente à sexualidade feminina. A liberdade recém-conquistada do desejo feminino assusta os homens. Seis meses a dois anos de prisão para aquelas que abortarem os fetos que eles fizeram ‘sem querer’. Eis a versão masculina da repulsa do sexo.
Mas não são todos os homens que pensam assim. Só os inseguros. Os machistas de carteirinha. Os violentos, que batem e justificam: ’Vocês provocou’. Os que se ressentem (ainda!) que as moças se considerem donas de seus desejo e destino.
E os oportunistas, claro. Os que percebem, na revolta passiva dos ressentidos, a chance para suas ambições medíocres. Escrevo na esperança de que alguns deputados, mesmo afinados com a pauta conservadora que ameaça as conquistas de direitos civis em nosso país, não se alinhem automaticamente ao projeto do presidente da Câmara.
Eu apoio ao movimento #AgoraÉQueSãoElas
Texto publicado na Folha de São Paulo, na Folha Ilustrada(05/11/2015) .
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
Gianca, da VEJA, um gangster editorial
Se Lula decidir processar alguém, é Gianca.
Num mundo menos imperfeito, Gianca pagaria por seu crime com uma temporada na cadeia.
Mas o Brasil é, infelizmente, muito imperfeito quando se trata de julgar plutocratas como ele.
Mesmo o diretor de redação da Veja, Eurípedes Alcântara, é um peão diante de Gianca. Eurípedes fazia o que Roberto Civita mandava e, morto este, faz o que Gianca manda.
Trabalhei com Gianca.
Gianca é aquele cara que não sabe fazer nada. Boa praça, no dia a dia, mas incompetente na plenitude.
Seu pai tem responsabilidade aí. Nunca treinou Gianca. Nunca deu a Gianca uma posição decente na Abril. Nunca acreditou profissionalmente em Gianca.
Excluído na Abril sob o pai, Gianca tentou alguns empreendimentos sozinho. Num deles, vendia revistas da Abril que comprava a preços de pai para filho.
Nunca acertou em nada.
Seu pai achava-o bonzinho demais para funcionar como executivo. “Sweet Gianca”, falava, depreciativamente.
Gianca sempre teve profundos problemas psicológicos e de afirmação. Uma vez, me disse que detestava revistas. “Meu pai sempre deu muito mais atenção a elas que a mim”, explicou.
Não as lia, e nem lia nada, muito menos livros. (Nunca vi um Civita com um livro na mão, aliás.) Gostava de ficar horas vendo desenhos no Cartoon Network.
A capa criminosa
A capa criminosa
Parece que Gianca decidiu descontar seu complexo em Lula. E, a rigor, em todos os petistas. Zé Dirceu é um caso típico. Um colunista da Veja, Roberto Pompeu de Toledo, escreveu certa vez que o mundo se divide entre os que podem fazer implante de cabelo e os que não podem. Dirceu, é claro, estava entre os que não podem. Pompeu disse que Guevara não faria.
E Gianca, que sumiu uns dias da Abril para fazer o mesmo que Dirceu: está entre os que podem ou não podem?
No começo dos anos 2 000 Roberto Civita decidiu dar aos executivos da casa um curso de publisher — uma das coisas mais confusas e inúteis que vi em meus longos anos de Abril. Gianca estava na primeira turma, e eu também. No jantar de entrega de diplomas, RC disse aos presentes, em referência a duas novas aquisições da empresa, os especialistas em finanças Maurizio Mauro e Emilio Carazai: “Finalmente temos gente que sabe fazer contas.”
Quer dizer: na visão paterna, Gianca — como todos nós, aliás — não sabia fazer contas.
Ninguém nunca o levou a sério na Abril até que a natureza o fez assumir as rédeas, como primogênito de Roberto.
Roberto, como seu xará Marinho da Globo, não admitia a hipótese de morrer. E por isso jamais preparou Gianca e nem seus outros dois filhos, Victor e Roberta.
Quando deu entrada no Sírio Líbanês, achava que era uma banalidade. Tinha uma cirurgia na segunda, e manteve na agenda reuniões de trabalho para a quinta, certo de que já estaria de volta à Abril.
Um imprevisto na cirurgia acabaria matando-o depois de uma prolongada temporada no hospital que custou 6 milhões de reais aos Civitas.
Gianca, morto o pai, virou presidente executivo da Abril sem saber coisa nenhuma de administração e, muito menos, de jornalismo.
É a maldição das empresas familiares.
Sem saber fazer uma legenda, preside o Conselho Editorial da Abril, ao qual a Veja responde.
Dali, comanda a corrente de ódio que a Veja despeja sobre os brasileiros todos os dias e todas as horas.
É uma situação absurda e injusta. Os Civitas eram remediados quando se instalaram no Brasil, nos anos 1950.
Graças ao Brasil, a família se tornou riquíssima.
E a resposta de Gianca é esta: cuspir no Brasil. Levar os brasileiros a acharem que são o pior povo do mundo.
Uma família que recebeu tanto dos brasileiros age como se fosse credora, numa aberração sem precedentes.
Os Civitas se valem de uma estrutura jurídica feita para proteger gangsteres editoriais como eles.
Repito.
Num mundo menos imperfeito, esta capa da Veja conduziria Gianca a um lugar: a cadeia.
(blogdoliberato.blogspot.com)
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Cunha está acabado
Por Fernando Brito
Cunha não tem mais armas para jogar o jogo da chantagem e não durou 24 horas a tentativa de intrigar a opinião pública com um suposto acordo de Lula para retirá-lo do quinto círculo do Inferno onde se encontra.
Lula repeliu, em nota, qualquer possibilidade disso e disse claramente quem deu colo a Cunha:
"O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participa nem estimula qualquer articulação para supostamente "proteger" o presidente da Câmara em procedimento do Conselho de Ética.(...)O Brasil sabe que é a oposição, e não o PT, que há um ano vem promovendo articulações espúrias e barganhas, dentro e fora do Congresso, na desesperada tentativa de derrubar um governo democraticamente eleito."
Cunha é agora um estigma na testa da oposição...
Cunha está acabado e, repito o que tenho escrito, tudo o que vai se definir é o quando. Nem mais o “como”.
Fonte: Tijolaço - 15/10/2015
sábado, 17 de outubro de 2015
Queremos nosso país de volta à normalidade!!!
O julgamento do petrolão será televisionado?
Por Joaquim Falcão
O Supremo Tribunal Federal tem que respeitar liberdades. Que não queira transmitir, tudo bem. Que proíba que se transmita, tudo mal
O Supremo Tribunal Federal inicia os trabalhos do ano de 2015, que será marcado pelo julgamento dos políticos do escândalo do petrolão. Não só os políticos estarão em julgamento. O próprio Supremo, diante do Congresso, da opinião pública, do Brasil e dele próprio, estará também.
Será o Supremo, na presidência do ministro Ricardo Lewandowski, capaz de expressar o desejo dos brasileiros por uma vida política mais ética? Será ele capaz de evitar que a insatisfação com a política e com os políticos acabe nas ruas? Sua tarefa é maior do que a de julgar réus. É mostrar que instituições democráticas funcionam.
Mas será que os julgamentos vão ser televisionados? O Brasil poderá ver os argumentos, o processo, entender melhor o que está se passando? Ver como a justiça é feita? Ou será um julgamento às escuras, longe dos olhos da sociedade?
A pergunta se justifica porque no ano passado, em nome da celeridade, o Supremo mudou regra interna. Ações penais contra deputados e senadores são analisadas não mais no plenário por 11 ministros, mas nas turmas, com 5 ministros, em outro auditório. E lá, em geral, não se televisiona o que acontece. E, então, como ficamos?
Alguns ministros querem um Supremo fechado. Sem transmissão.
Não existe norma que obrigue o Supremo a televisionar. Essa é decisão de ordem administrativa interna. Convém ou não? É oportuna ou não? Foi com essa liberdade discricionária que o ministro Marco Aurélio Mello acreditou oportuno e conveniente criar a TV Justiça e televisionar as sessões do plenário.
Isso foi ousado em 2002, quando televisionar implicava tecnologia pesada que poucos tinham e custos altos. Hoje, não. É rotina. Qualquer um pode televisionar o que quer via internet a custo quase zero.
Pela Constituição Federal, essa sessão é pública. Ou seja, os cidadãos têm o direito de conhecer como a sessão ocorre.
A questão fundamental, então, é esta: pode o STF proibir que uma rede de TV venha a cobrir a sessão? Pode negar licença para que a mídia exerça um direito que lhe é assegurado pela liberdade de imprensa? Ou proibir que um cidadão a grave em seu celular e a transmita via streaming? Pode mandar sair da sala quem está exercendo sua liberdade de expressão? Vai apreender celulares? Dos advogados também?
Acredito que não. Será grave violação às liberdade e aos direitos fundamentais. Independentemente da opinião pessoal ou do interesse político de um ou outro ministro, o Supremo, como instituição, tem que respeitar liberdades. Que não queira transmitir, tudo bem. Que proíba que se transmita, tudo mal.
Ao televisionar as sessões do plenário, o Supremo felizmente já se posicionou. Hoje lidera a nível mundial uma Justiça de transparência. Televisionar não ofende direitos de réus nem perturba os ministros. Essa é a jurisprudência real evidenciada toda quarta e quinta-feira, quando a TV Justiça transmite as sessões. Vamos regredir?
O direito do público e dos meios de comunicação vai variar de acordo com a disposição arquitetônica do Supremo? Aqui pode, ali não?
A publicidade é o dever constitucional a ser seguido pela administração pública. O Supremo faz parte da administração pública. Entre dois caminhos iguais possíveis, tem que seguir por aquele em favor de mais publicidade.
Mostrar como o tribunal funciona, sobretudo em relação a casos de grande impacto nacional --como os de corrupção--, é hoje a principal fonte de legitimidade do Supremo e dos ministros. Essa fonte vai secar?
JOAQUIM FALCÃO, 71, mestre em direito pela Universidade Harvard (EUA) e doutor em educação pela Universidade de Genebra, é professor da FGV Direito Rio
O Supremo Tribunal Federal inicia os trabalhos do ano de 2015, que será marcado pelo julgamento dos políticos do escândalo do petrolão. Não só os políticos estarão em julgamento. O próprio Supremo, diante do Congresso, da opinião pública, do Brasil e dele próprio, estará também.
Será o Supremo, na presidência do ministro Ricardo Lewandowski, capaz de expressar o desejo dos brasileiros por uma vida política mais ética? Será ele capaz de evitar que a insatisfação com a política e com os políticos acabe nas ruas? Sua tarefa é maior do que a de julgar réus. É mostrar que instituições democráticas funcionam.
Mas será que os julgamentos vão ser televisionados? O Brasil poderá ver os argumentos, o processo, entender melhor o que está se passando? Ver como a justiça é feita? Ou será um julgamento às escuras, longe dos olhos da sociedade?
A pergunta se justifica porque no ano passado, em nome da celeridade, o Supremo mudou regra interna. Ações penais contra deputados e senadores são analisadas não mais no plenário por 11 ministros, mas nas turmas, com 5 ministros, em outro auditório. E lá, em geral, não se televisiona o que acontece. E, então, como ficamos?
Alguns ministros querem um Supremo fechado. Sem transmissão.
Não existe norma que obrigue o Supremo a televisionar. Essa é decisão de ordem administrativa interna. Convém ou não? É oportuna ou não? Foi com essa liberdade discricionária que o ministro Marco Aurélio Mello acreditou oportuno e conveniente criar a TV Justiça e televisionar as sessões do plenário.
Isso foi ousado em 2002, quando televisionar implicava tecnologia pesada que poucos tinham e custos altos. Hoje, não. É rotina. Qualquer um pode televisionar o que quer via internet a custo quase zero.
Pela Constituição Federal, essa sessão é pública. Ou seja, os cidadãos têm o direito de conhecer como a sessão ocorre.
A questão fundamental, então, é esta: pode o STF proibir que uma rede de TV venha a cobrir a sessão? Pode negar licença para que a mídia exerça um direito que lhe é assegurado pela liberdade de imprensa? Ou proibir que um cidadão a grave em seu celular e a transmita via streaming? Pode mandar sair da sala quem está exercendo sua liberdade de expressão? Vai apreender celulares? Dos advogados também?
Acredito que não. Será grave violação às liberdade e aos direitos fundamentais. Independentemente da opinião pessoal ou do interesse político de um ou outro ministro, o Supremo, como instituição, tem que respeitar liberdades. Que não queira transmitir, tudo bem. Que proíba que se transmita, tudo mal.
Ao televisionar as sessões do plenário, o Supremo felizmente já se posicionou. Hoje lidera a nível mundial uma Justiça de transparência. Televisionar não ofende direitos de réus nem perturba os ministros. Essa é a jurisprudência real evidenciada toda quarta e quinta-feira, quando a TV Justiça transmite as sessões. Vamos regredir?
O direito do público e dos meios de comunicação vai variar de acordo com a disposição arquitetônica do Supremo? Aqui pode, ali não?
A publicidade é o dever constitucional a ser seguido pela administração pública. O Supremo faz parte da administração pública. Entre dois caminhos iguais possíveis, tem que seguir por aquele em favor de mais publicidade.
Mostrar como o tribunal funciona, sobretudo em relação a casos de grande impacto nacional --como os de corrupção--, é hoje a principal fonte de legitimidade do Supremo e dos ministros. Essa fonte vai secar?
JOAQUIM FALCÃO, 71, mestre em direito pela Universidade Harvard (EUA) e doutor em educação pela Universidade de Genebra, é professor da FGV Direito Rio
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Ditadura da burrice
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Millôr Fernandes - Congresso Eficiente
sábado, 19 de setembro de 2015
Gilmar Mendes e Merval Pereira é um pesadelo para a sociedade.
|
|
Gilmar acredita num tipo de democracia onde só ele tem razão, só ele tem voz. Ele é uma das maiores vergonhas da história do judiciário brasileiro, portando-se exatamente como um juiz jamais deveria se portar. Gilmar Mendes e Merval Pereira aparecem numa alegre confraternização que é um pesadelo para a sociedade.
Era o lançamento de um livro de Merval. Não um livro original, mas uma
compilação de artigos seus sobre o Mensalão. Numa sociedade avançada, e o Brasil
aspira a ser uma delas, a imprensa e a Justiça se auto-fiscalizam. Uma deve
coibir excessos da outra.
Quando esses dois poderes se abraçam, como ilustra à perfeição a foto de Gilmar
e Merval, perdemos todos nós.
“Jornalista não tem amigo”. Esta é uma frase clássica de um dos maiores
editores da história do jornalismo.
Em meus dias de editor, tinha esta frase pregada no mural de minha sala.
Repetia-a com freqüência aos repórteres, passíveis de se deslumbrar com as
potenciais amizades que o jornalismo lhes traz. A lógica de Pulitzer, expressa
há mais de um século, é eterna.
Um jornalista não cobre devidamente um amigo. Fecha os olhos para certas coisas
e enaltece qualquer bobagem.
Merval é o anti-Pulitzer. O mesmo ensinamento pulitzeriano se aplica
integralmente à Justiça. Um juiz não pode ter amigos. Claro que não estou
falando dos amigos do bairro, do clube, da padaria ou até do lupanar. Falo dos
amigos do âmbito profissional.
Como Gilmar, para ficar neste caso, poderia julgar uma causa na qual Merval
estivesse porventura envolvido? É por isso que é simplesmente abjetos juízes
aceitarem premiações de empresas jornalísticas. Isso cria um laço, uma
cumplicidade danosa à sociedade. Aos cidadãos. A nós, enfim.
A Globo premiou, nos últimos anos, Joaquim Barbosa e Sérgio Moro. O decoro
deveria tê-los impedido de aceitar. Mas, ao contrário, o que vimos foi a
felicidade rutilante de ambos ao lado dos Marinhos. Por que eles estavam sendo
premiados? Porque, cada qual a seu jeito, os dois lideraram movimentos
visceralmente anti-petistas, o Mensalão e a Lava Jato. Não foi pelo talento,
pela inovação, pela transformação que Barbosa ou Moro trouxeram ao enferrujado,
patético sistema jurídico nacional.
Gilmar é o símbolo supremo desse sistema. Ele não pratica justiça, e sim
política. Vale-se para isso do posto privilegiado que FHC lhe garantiu no STF.
Seria digno ele sair desse pedestal que lhe foi dado em troca de defender as
causas de FHC e se submetesse às urnas. Mas é querer demais de quem posa,
alegremente, ao lado de jornalistas.
Luciana Genro defendeu, em 2008, o impeachment de Gilmar, mas ficou numa luta
solitária e vã. O assunto deveria ser retomado agora.
Não é possível que a sociedade seja obrigada a tolerar, por anos intermináveis,
um juiz que faz política.
Por Paulo Nogueira
|
terça-feira, 15 de setembro de 2015
Apesar da CRISE
Eu fico realmente impressionado ao perceber como os colunistas políticos da grande mídia sentem prazer em pintar o país em cores sombrias: tudo está sempre "terrível", "desesperador", "desalentador". Nunca estivemos "tão mal" ou numa crise "tão grande".
Em primeiro lugar, é preciso perguntar: estes colunistas não viveram os anos 90?! Mas, mesmo que não tenham vivido e realmente acreditem que "crise" é o que o Brasil enfrenta hoje, outra indagação se faz necessária: não lêem as informações que seus próprios jornais publicam, mesmo que escondidas em pequenas notas no meio dos cadernos?
Vejamos: a safra agrícola é recordista, o setor automobilístico tem imensas filas de espera por produtos, os supermercados seguem aumentando lucros, a estimativa de ganhos da Ambev para 2015 é 14,5% maior do que o de 2014, os aeroportos estão lotados e as cidades turísticas têm atraído número colossal de visitantes. Passem diante dos melhores bares e restaurantes de sua cidade no fim de semana e perceberá que seguem lotados.
Aliás, isto é sintomático: quando um país se encontra realmente em crise econômica, as primeiras indústrias que sofrem são as de entretenimento. Sempre. Famílias com o bolso vazio não gastam com supérfluos - e o entretenimento não consegue competir com a necessidade de economizar para gastos em supermercado, escola, saúde, água, luz, etc.
Portanto, é revelador notar, por exemplo, como os cinemas brasileiros estão tendo seu melhor ano desde 2011. Público recorde. "Apesar da crise". A venda de livros aumentou 7% no primeiro semestre. "Apesar da crise".
Uma "crise" que, no entanto, não dissuadiu a China de anunciar investimentos de mais de 60 bilhões no mercado brasileiro - porque, claro, os chineses são conhecidos por investir em maus negócios, certo? Foi isto que os tornou uma potência econômica, afinal de contas. Não?
Se banissem a expressão "apesar da crise" do jornalismo brasileiro, a mídia não teria mais o que publicar. Faça uma rápida pesquisa no Google pela expressão "apesar da crise": quase 400 mil resultados.
"Apesar da crise, cenário de investimentos no Brasil é promissor para 2015."
"Cinemas do país têm maior crescimento em 4 anos apesar da crise"
"Apesar da crise, organização da Flip soube driblar os contratempos: mesas estiveram sempre lotadas"
"Apesar da crise, produção de batatas atrai investimentos em Minas"
"Apesar da crise, vendas da Toyota crescem 3% no primeiro semestre"
"Apesar da crise, Riachuelo vai inaugurar mais 40 lojas em 2015"
"Apesar da crise, fabricantes de máquinas agrícolas estão otimistas para 2015"
"Apesar da crise, Rock in Rio conseguiu licenciar 643 produtos – o recorde histórico do festival."
"Honda tem fila de espera por carros e paga hora extra para produzir mais apesar da crise,"
"16º Exposerra: Apesar da crise, hotéis estão lotados;"
"Apesar da crise, brasileiros pretendem fazer mais viagens internacionais"
"Apesar da crise, Piauí registra crescimento na abertura de empresas"
Apesar da crise. Apesar da crise. Apesar da crise.
A crise que nós vivemos no país é a de falta de caráter do jornalismo brasileiro.
Uma coisa é dizer que o país está em situação maravilhosa, pois não está; outra é inventar um caos que não corresponde à realidade. A verdade, como de hábito, reside no meio do caminho: o país enfrenta problemas sérios, mas está longe de viver "em crise". E certamente teria mais facilidade para evitá-la caso a mídia em peso não insistisse em semear o pânico na mente da população - o que, aí, sim, tem potencial de provocar uma crise real.
Que é, afinal, o que eles querem. Porque nos momentos de verdadeira crise econômica, os mais abastados permanecem confortáveis - no máximo cortam uma viagem extra à Europa. Já da classe média para baixo, as consequências são devastadoras, criando um quadro no qual, em desespero, a população poderá tender a acreditar que a solução será devolver ao poder aqueles mesmos que encabeçaram a verdadeira crise dos anos 90. Uma "crise" neoliberal que sufocou os miseráveis, mas enriqueceu ainda mais os poderosos.
E quando nos damos conta disso, percebemos por que os colunistas políticos insistem tanto em pintar um retrato tão sombrio do país. Porque estão escrevendo as palavras desejadas pelas corporações que os empregam.
Como eu disse, a crise é de caráter. E, infelizmente, este não é vendido nas prateleiras dos supermercados.
por Paulo Villaça
--------------------------------------------
(Se acharem interessante, sigam-me no www.twitter.com/pablovillaca)
--------------------------------------------
(Se acharem interessante, sigam-me no www.twitter.com/pablovillaca)
terça-feira, 8 de setembro de 2015
Jô Soares - Paradigmas
sábado, 5 de setembro de 2015
Alan Kurd - A humanidade é desumana!
Alan e sua família eram de Kobane, a cidade que ganhou notoriedade por ter sido palco de violentas batalhas entre militantes extremistas muçulmanos e forças curdas no início do ano.
O pai do menino, Abdullah, fugira com mulher, Rehan, e outro filho, Galip, de 5 anos, para tentar chegar ao Canadá, onde vivem parentes da família. Isso mesmo depois autoridades do país norte-americano terem negado um pedido de asilo.
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Renato Russo detonando os fascistas de direita
A Corrupção é o grande verme de nosso país.
Neste vídeo , há mais de 20 anos, Renato fala sobre os fascistas de direita no Brasil, um tema que ainda continua presente neste momento de radicalização das elites brancas contra o Governo Dilma e políticas progressistas..
Composta em 1978, em plena ditadura militar, do então governo Ernesto Geisel, essa letra de música permanece atualíssima.
Na letra de música e na entrevista, o contexto AINDA é a nossa realidade do dia-a-dia.
Nós vivemos em um país em que a corrupção, AINDA, toma conta de tudo.Pessoas, AINDA, se matam umas as outras por drogas. Os políticos, AINDA, roubam dinheiro dos hospitais,de reformas públicas, etc e tal...
Pelo menos, nos dias atuais, o combate parece tomar folego, condenando culpados e recuperando alguns desvios... Já é um começo. Brindamos a isso! Só falta uma reforma política, penal e fiscal, para podermos avançar no amadurecimento da nossa democracia brasileira.
Assinar:
Postagens (Atom)
Human’ é filme único pela eloquência dos depoimentos
Por Mari Weigert, jornalista e editora responsável do site PanHoramarte
![]() |
| Eu sou apenas um, dos sete bilhões de pessoas que vivem na Terra. Venho fotografando o planeta e diversidade humana por 40 anos e tenho a impressão de que a humanidade não avança. Nós nunca conseguimos viver juntos em harmonia. Por que?”. Essa foi a pergunta básica que impulsionou Bertrand a desenvolver o projeto ‘Human’ (Humanos). “Eu procurei a resposta no homem e não nas estatísticas ou estudos”. "Click no texto para ver os depoimentos completos" |
Símbolo da resistência
Ana Júlia discursou na quarta-feira (26) na tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná para defender a legitimidade das ocupações de escolas como forma de luta pela qualidade da educação pública.
Segundo a ombudsman da Folha, uma espécie de ouvidora que atua sob a perspectiva dos leitores do jornal, a cobertura da imprensa é tímida para a dimensão da luta dos estudantes contra a reforma do ensino médio (MP 746) e contra a PEC 55 (antiga PEC 241) que congela investimentos na educação por 20 anos.




















