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quinta-feira, 23 de julho de 2015

Luso-fusco





No luso-fusco de um Domingo tranquilo, os cachorros do vizinho principiaram um bate-boca entre eles que estimularam outros tantos a entrar na discussão, ... E o ruído canino se estabeleceu...

Esvaindo-se em segundos, a transição  arriou-se, e a noite, sabiamente  o pôs pra dormir...

No entanto, a discussão prosseguiu sem parar e, sem perceber a nuance que acabara de acontecer... 

Outra luz... Mesmo som...

Lili Rebuá

sexta-feira, 3 de julho de 2015

A Paz do Sonho


A Paz do Sonho
Esta poesia foi premiada no concurso de poesia da Fundart. A letra foi adaptada para música composta pelo meu parceiro Giasone. A ilustração é um desenho de minha autoria que guardei  desde dos anos 80. A poesia original chama-se "Sonhar em Paz".




Esta noite eu sonhei
com um barquinho de papelão
Ele partiu rasgando o mar devagarinho
Ficou distante nas águas sagrada
de Iemanjá..Ah, ah, ah...
Oh, oh, oh…
Foi sumindo,
sumindo,sumindo,sumindo,
sumiu!!!

Depois o sol foi surgindo 
assim bem de mansinho
Entre as gaivotas e os coqueirais
Ele tingiu o mar tão devagarinho
De vermelho as águas sagrada
de Iemanjá...Ah, ah, ah…
Oh, oh, oh…
Foi surgindo,
surgindo,surgindo,surgindo,
surgiu!!!

Esta noite eu sonhei,
mas esta noite eu sonhei
Esta noiteeu sonhei com um
barquinho de papelão
Ah, ah, ah...
Oh, oh. oh…


Letra e música: Lili Rebuá








segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Amor com amor se paga


     


     "Amor com amor se paga". Se este provérbio fosse tomado ao pé da letra, muitas brigas não haveriam começado quiçá muitas guerras.

     O verdadeiro amor não cobra, mas espera retribuição.

     O sentimento fica no vermelho nestes tempos em que o corre-corre da vida urbana prevalece.

As pessoas se atropelam nas ruas sem se olharem. Casais se separam sem dar o direito aos filhos de receber o afeto dos pais integralmente.

     Cumpriam-se talvez dívidas de amor nos tempos dos poetas parnasianos, e mesmo assim, muitos morreram com o coração partido.

     Os flertes na praça, um sorriso numa festa, uma música no alto-falante num parque, também fizeram parte deste nosso século.

     Hoje, isto tudo fica restrito às lembranças de nossos pais, que infelizmente são mortais.

     Não quero dizer com isso que o amor acabou só está bloqueado em algum fundo de nossos corações.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O Sonho das férias





A menina do laço 
de fita  amarela
Pulou amarelinha
Cheirou uma flor
Acenou pro beija-flor
Lambeu um picolé
Fez no gato um cafuné
Pintou uma estrela 
Desenhou uma lua
Entrou na ciranda
Deu três cambalhotas
Pulou sete ondas
Fez castelo na areia
Catou duas conchinhas
E as suas férias!?
Ah!Só estavam apenas começando
na imaginação da menina do laço de fita amarela!


Lili Rebuá

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Só os loucos conseguem...

Será que todos conseguem expor seus sentimentos sem medo? Ou será que passamos o tempo todo fingindo sobre nossas emoções?


Arthur Bispo do Rosário "O Artista Brasileiro"



por Lili Rebuá

Constantemente, no mundo de hoje, nos espantamos diante de certos fatos duvidosos e midiáticos que se tornaram polêmicos no consciente coletivo, aguçando nossa imaginação em suas teorias infindáveis... O ônus da prova nessas horas é imprescindível para acreditarmos nos fatos, se não, ficaremos perdidos sem saber a realidade, gerando terrenos para a imaginação inimagináveis. A arte de viver consiste de sermos atores de nós mesmos neste grande e misterioso palco da vida, porque ninguém conhece o outro 100%, verdadeiramente... Escolhemos as figuras e os papéis para nos representar conforme manda o figurino. O enredo fica por conta do destino, do qual, quando possível, tomamos ás rédeas para alcançar nossos objetivos. Afinal, nem sempre o destino está ao nosso favor. Nessa jornada, jamais violamos nossos mais íntimos segredos e pensamentos... O nosso eu solitário fica enterrado em seu mais profundo ser. Escondemos nossas mazelas e encobrimos nossas atitudes imorais, ilegais, pecaminosas e proibidas. Deixamos de lado tudo àquilo que possa nos envergonhar ou nos diminuir. Enfim, atuamos em sua representação consciente daquilo que gostaríamos que fôssemos e não à apresentação daquilo que somos na sua essência. Ninguém é ele mesmo de verdade... Só os loucos conseguem... Só os loucos...

segunda-feira, 16 de julho de 2012

A Chuva e a Primavera



Na poça d’água azul o chuvisco chuvisca, 
o pingo respinga em múltiplas gotas de luz
e mínimos círculos me seduz.


As nuvens brancas abrem caminhos estreitos
e o sol bate de esgueio.


Pelo molhado jardim passa a borboleta faceira,
Feliz da vida com os seus jasmins,
Que esbarra no beija-flor,que beija-aqui, beija-ali,
e foram- se de flor em flor...


Após a chuva,o balançar ficou lento
das folhas ao vento.
Ouço agora a brisa ligeira,agitando o meu coração
Em versos nesta poesia...


Lili Rebuá 
 

terça-feira, 3 de julho de 2012

A terra é...


A terra é a nossa morada do mundo visível
Tudo é concreto e tudo tem cor
Onde o cheiro das coisas povoa por tudo que é lugar
E a dor e o prazer viabiliza o viver...

A terra é tudo que você possa ver
Mas nem tudo enxergar
Porque nele também povoa o mundo invisível
Aonde mora o recanto dos mistérios

E entre o visível e o invisível
Existimos por convicção da carne
E partimos por denotação do espírito
Porque somos olhos de estrelas de energia

A vida é um eterno rir e chorar
Os instantes de tranquilidade
aproveitemos para transformá-los
em momentos de paz, amor e união

Lili Rebuá

quinta-feira, 22 de março de 2012

O outono é a estação da nostalgia. Como se a natureza sentisse saudade do verão.

                                                        


 20 de Março - Outono -
O outono é quando se dá troca de energia.
A energia yang do verão se transforma em yuin representado pelo elemento metal.
Do céu, vem à secura. Os dias vão ficando mais curtos, mais escuros, a manhã e a tarde ficam mais frescas.
Nele, todas as doenças crônicas se agravam. O metal, como um machado, corta a vida da natureza. Caem às folhas, a exuberância da vida diminui.

A cor branca da estação lembra o reflexo metal, a cor da pureza e da essência.
Assim como o metal é a energia refinada extraída da terra e lapidada pelo fogo, o Outono é a estação onde devemos extrair aprendizagens das atividades do Verão.
O corpo segue esse ritmo. O pulmão é um órgão yuin que representa o metal, associado ao intestino grosso que é uma víscera yang.
A energia do metal controla o pulmão, que extrai a energia essencial e expele as toxinas do sangue e do intestino grosso, que elimina a sujidade, enquanto retém e recicla a água do organismo.
O Outono é a estação da Introspecção e da meditação, de reciclar sentimentos antigos, apegos externos e o excesso de emoções adquiridas durante o Verão. Se resistirmos a esta energia e ficarmos aprisionados no passado podemos criar estados de melancolia, de tristeza e depressão, que se manifestam com dores nas costas, dificuldades respiratórias, problemas de pele e diminuição da resistência.
É a época propícia também para as colheitas. Ele detém propriedades tanto do Verão quanto do Inverno, por realizar entre ambos uma ponte transitória. Assim, nele encontramos a diminuição dos períodos de chuva, modificações repentinas no clima, névoas em alguns locais, entre outras.

Outono

O vento atravessa
Sussurra depressa
E ouço os segredos
Que a brisa me conta


Lili Rebuá


domingo, 19 de fevereiro de 2012

A Roupa




Roupa suja se lava em casa
Roupa limpa vai pra festa
Roupa velha e roupa nova


Que revela os teus segredos
Na roupa suja de batom carmim


Tira a roupa! A roupa molhada!
No varal do seu jardim
Roupa lavada, roupa engomada


Que desvenda o teu perfume
Na roupa com cheiro de jasmim

Corre que já vem chegando à chuva
Corre e cate a roupa no varal
Corre que lá vem à chuva
Corre e cate a roupa no quintal

Lili Rebuá


Poema adaptado a letra de música

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A Quietude do Pensamento





A fumaça do cigarro fluía no ar... Parava solta

dissolvendo-se devagarzinho na quietude do pensamento.
No ar... havia um pensamento não compreendido 
E no peito...Tempestades de sopros e gemidos... Sussurros e relâmpagos na ansia de viver infinidades.
Na solidão incômoda, a fumaça fluía bem quieto
no campo de espera e na monotonia das horas.
E de cigarro em cigarro observava a fumaça no ar se perder...

Lili Rebuá



A razão do pensamento adverte, fumar faz mal  à saude

domingo, 4 de dezembro de 2011

Tempo certo





Assim como tem a hora certa para colocarmos as mãos na massa
Também tem a hora certa para cruzarmos os braços

Tem a hora certa do sim, hora certa do não
Tempo de avançar, tempo de recuar

Agora eu sei que é hora de sair de cena
E cruzar os braços desejando do céu milagres ralos...

Esperarei passivamente o momento certo  
Para sair  novamente saltitante atrás dos meus sonhos

Nada poderá ser forçado!
Também nada sairá sem esforço!


Lili Rebuá

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Se você quiser saber...



Se você quiser saber mais sobre mim
Então olha-me e veja o recôndito de minh'alma
Desvenda-me nelas as verdades escondidas

Abra a janela dos meus olhos castanhos 

E rompe de lá o lacre das minhas cicatrizes

Se você quiser saber mais sobre mim...

Então coma da minha comida dormida
E beba da água do meu lago escondido

Mergulhe fundo no meu íntimo e trague de lá uma revelação perdida


Se você quiser saber mais sobre mim...

Então investigue se eu sou a mãe zelosa,  ou se eu sou a filha pródiga

E descubra no sossego do meu colo, e eu sou pra sorrir ou se sou pra chorar



                                  Lili Rebuá

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Lua Cheia (Hakai)


Assim que as luzes
se apagaram
acendeu-se
a chama

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Vôo Longe

Eu ouvi de madrugada
Em meio aos meus poemas
Que varar noites acordada   
Dá uma série de problemas

Interrompo a Brain Storn
Ponho um jazz e o bab doll  
Mas fico logo irrequieta
E jogo longe o lençol

Dessa vez não me censuro
Vôo longe, vou profundo
Pois esclareço no escuro
O que no claro eu confundo

Faço verso, faço rima
Faço conto, poesia
O que fazer se essa luz
Não me vem durante o dia?
                             

domingo, 11 de setembro de 2011

O sol do amor





Quando o amor acaba...Acaba tudo

E o tudo que se desfaz em segundos
Prova do gosto amargo e fica mudo

Mas quando o sol acorda
atrás dos vidros de cristal
Eu vejo que o calor
está de novo na manhã

Caminho junto
e saio fácil do escuro
E o dia recomeça
num nascer feliz

E esse calor que liberta
a mágoa do meu coração
Faz sentir que a dor
se perde de novo na imensidão

Eu sinto um alívio
no amanhecer do dia...
Eu sinto os raios
me devolvendo pra vida...

Então... O amor...
O amor não acaba nunca
Apenas se renova no claro das manhãs...


Lili Rebuá

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Brisa ligeira


                     

                                                       
Vento que vem dos montes 

Levando o cheiro da noite

Trazendo o belo horizonte


Vento que vem no tempo

Levando as nuvens ao lento

Trazendo o sol de setembro


Vento que vem na madrugada

Levando as folhas secas do chão

Por caminhos e estradas


Vento que vem como amigo

Mas bate em meu rosto

Um sopro de nem-te-ligo

Lili Rebuá

Juíza usa sua própria história para desmascarar as falácias da tão propalada meritocracia.


Símbolo da resistência

Ana Júlia discursou na quarta-feira (26) na tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná para defender a legitimidade das ocupações de escolas como forma de luta pela qualidade da educação pública.
Segundo a ombudsman da Folha, uma espécie de ouvidora que atua sob a perspectiva dos leitores do jornal, a cobertura da imprensa é tímida para a dimensão da luta dos estudantes contra a reforma do ensino médio (MP 746) e contra a PEC 55 (antiga PEC 241) que congela investimentos na educação por 20 anos.

Do Canal O Mundo segundo Ana Roxo


Explicações simples para assuntos complexos 

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