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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Esta aí uma dica importante para diferenciar um comentário simples de alguém, e a do valor de juízo sobre ela.


Ao fofocar, as pessoas depositam o interesse no que o outro tem a dizer. E assim surgem os laços de amizade e empatia, que são benéficos para o indivíduo. Além disso, a fofoca ajuda a identificar quais comportamentos são aceitos na sociedade, já que envolve julgamento. As mulheres são realmente as mais propensas a desfrutar dos benefícios da fofoca e grande parte delas afirmam que consideram muito difícil guardar um segredo.


Nunca estamos livres do falatório
Dizem que a fofoca existe pelo simples motivo de vivermos em sociedade. Para que isso seja justificativa suficiente, vale então lembrar que, para que um grupo de pessoas passe a ser considerado uma sociedade, é necessário que tais pessoas tenham interesse umas pelas outras, e, neste caso, é inevitável que umas comentem sobre as outras. De certa forma, ao fazer um comentário sobre alguém, estamos tentando compreender a essência da própria espécie humana, portanto estamos fazendo um exercício de autoconhecimento. Aquele que não se interessa por ninguém padece de uma sociopatia que o leva a se afastar do convívio, o que prejudica até a relação intrapessoal. Portanto, parece que todo mundo faz fofoca. O que varia entre as pessoas é a quantidade e a natureza da fofoca que fazem. Há gente muito fofoqueira, e há os fofoqueiros circunstanciais. Há aqueles que usam a fofoca como maledicência, realmente prejudicando aqueles que são seu alvo; e há os que se divertem com fofocas inocentes. Mas todo mundo faz fofoca, é da natureza humana.
O grande mal da fofoca é a parcialidade da interpretação de quem a faz. Comentar algo sobre a vida de alguém é uma coisa, emitir juízo de valor sobre ela é outra. Dizer que o chefe do escritório está trabalhando demais e tem apresentado sinais de stress é uma coisa; mas insinuar que ele fica no escritório porque, provavelmente, está brigado com a mulher, e ainda por cima, desconta isso nos funcionários é outra totalmente diferente, convenhamos.
Fonte: trecho do livro “Preciso dizer o que sinto”, de Eugenio Mussak – Integrare Editora

Ou seja, esta aí uma dica importante para diferenciar um comentário simples de alguém, e a do valor de juízo sobre ela.



segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O Sonho das férias





A menina do laço 
de fita  amarela
Pulou amarelinha
Cheirou uma flor
Acenou pro beija-flor
Lambeu um picolé
Fez no gato um cafuné
Pintou uma estrela 
Desenhou uma lua
Entrou na ciranda
Deu três cambalhotas
Pulou sete ondas
Fez castelo na areia
Catou duas conchinhas
E as suas férias!?
Ah!Só estavam apenas começando
na imaginação da menina do laço de fita amarela!


Lili Rebuá

domingo, 13 de janeiro de 2013

 SOBRADÃO DO PORTO


  por Lili Rebuá


 acervo iconográfico da Arq. Cristina Cavalheiro 

O Sobradão do Porto foi concluído em 1846 por Baltasar da Cunha Fortes. Uma construção colonial, riquíssima em detalhes arquitetônicos. Nesta época, Ubatuba viveu a ascensão econômica com a abertura do porto.
            Além de moradia de Baltasar, o Sobradão funcionava comercialmente como mercado alfandegário. Por ele passavam diversos produtos de toda região que seguiam exportados. Com abertura do Porto de Santos, Ubatuba vive a sua primeira decadência econômica e encerra as suas atividades exportadoras.
            O Sobradão ficou fechado durante um longo período. Em 1930 se transforma em hotel. Mais tarde é comprado por Félix Guisard, industrial de Taubaté, que utilizou como residência de veraneio. Guisard trouxe muitos benefícios para a cidade, desde a primeira colônia de férias para os funcionários de sua indústria têxtil de Taubaté até a iluminação pública do município.
            Na administração Benedito Rodrigues houve a desapropriação do prédio, que já havia sido tombado anteriormente. O prefeito Pedro Paulo Teixeira Pinto promove a restauração e cria, em 1987, a Fundação de Arte e Cultura (Fundart), abrigada no Sobradão do Porto. Seu primeiro presidente foi o escritor Flávio Girão, que transformou-se em local sagrado da preservação da história e das manifestações culturais. Hoje o Sobradão do Porto passa por um processo de manutenção e restauração, funcionando parcialmente para visitações públicas.Parte de suas atividades culturais foi dividido entre o Casarão e o antigo prédio do Fórum. Quem quiser conhecer e ver de perto seus belíssimos detalhes, fica na Praça Anchieta, 38, centro.



"Trata-se de um edifício interessantíssimo tanto do ponto de vista histórico, como arquitetônico, de caráter apalaçado. É tradição que seu traço e cantarias vieram trazidas de Portugal.” 

– Mário de Andrade




quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Eugênio Mussak - Tenho saudades dos amigos que nunca mais ví...





Quando alguém vai embora



Cheguei a Uberlândia para proferir uma palestra para pais e professores de um colégio local. Uma simpática professora me esperava no aeroporto e fomos conversando sobre o ambiente escolar, sobre a alegria dos alunos, suas dificuldades, sobre a indisciplina, a comunicação entre gerações diferentes, coisas assim. A palestra seria à noite, mas eu havia pedido para conhecer o colégio, pois tínhamos algum tempo.

No caminho ela me disse algo curioso, como que preparando meu espírito: “Não estranhe, professor, nosso colégio normalmente é muito alegre, mas hoje o ambiente está triste. Provavelmente você vai ver algumas alunas chorando”. Não consegui não estranhar o comentário. Quando perguntei o que tinha acontecido, ela explicou: “É que é o último dia da Candice, uma aluna de intercâmbio do Canadá. Ela está indo embora amanhã”.

E ela tinha razão. Em vários momentos senti a tristeza no ar, como se houvesse um luto. A Candice devia ser muito querida, pois sua despedida estava repercutindo em todo o colégio. Era o mês de agosto e ela tinha que voltar à sua terra, onde as aulas começam em setembro. A menina voltaria para Vancouver, a bela cidade da costa oeste canadense, e o colégio de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, seguiria sua rotina, mas não seria mais o mesmo. Candice teria deixado uma marca na vida de colegas que tinham se acostumado com sua presença, sua alegria. A poderosa marca da amizade.

Durante minha palestra não pude não me referir ao fato. E lembrei que um colégio é uma espécie de entreposto de emoções, pois por ali passam anualmente alunos, professores, pais, funcionários, criando um ambiente de convivência, com idiossincrasias, alegrias e tristezas. E de repente vêm os fins de ano, as formaturas, e com isso as alegrias dos novos ciclos e as tristezas das despedidas.

Os garotos e garotas de certa forma estão sendo preparados para o que se repetirá ao longo de suas vidas. Encontros e separações, afinidades e desencontros. Pessoas que invadem nossa alma como posseiros, semeando ilusões que se dissolvem quando ouvimos um “Tchau, estou indo embora!” Como assim? Você me conquistou, tornou-se meu amigo, uma pessoa importante que agora simplesmente vai embora?

Você é responsável por mim – diria o Pequeno Príncipe –, pois você conquistou minha amizade e afeto. Agora assuma sua responsabilidade! Eu bem que gostaria, mas é a vida que não deixa. Ela tem uma lógica própria que não respeita os viventes – responderia o homem grande. A lógica da vida é que temos que seguir nossos rumos, fazer nossa parte dentro do grande agrupamento humano. A vida segue seu curso e nós fi camos chorando nossas perdas nas esquinas, mesmo sabendo que há novas conquistas ao atravessar a rua.

Percebemos, então, que havia um clima estranho entre nós, como se os sentimentos estivessem embaralhados. E estavam. Foi quando um colega, estressadíssimo, entrou no vestiário dos plantonistas proferindo palavras de desabafo, todas impublicáveis. Outro colega, então, fez um comentário lento e profundo: “Sabe, vou sentir muita falta de seu mau humor, meu caro”.
O riso foi geral e o primeiro colega teve que aguentar muita gozação. Mas depois nos detivemos a pensar se seria mesmo possível sentir falta do mau humor de alguém. É claro que não era da cara de azedo que o colega estava portando naquele momento que sentiríamos falta. Era dele. Com todas as qualidades e defeitos que ele e todos nós temos. Seu desabafo naquele momento não era só seu, era de todos nós, pois ele era um de nós. Alguém do grupo, da tribo que tinha passado seis anos junta, estudando, sonhando, brincando, jogando bola, tomando cerveja.
Seis anos que, quando se tem 20 e poucos, parecem muito mais. Entramos calouros ingênuos, felizes, mas excitados , também ingênuos, também alegres, e também excitados com a expectativa da vida pela frente.
Nesse tempo experimentei o espírito de coleguismo verdadeiro. Eu estava feliz com o fim de curso e com o começo de uma nova vida, mas como faria para viver sem a presença da amizade constante deles? Eles estavam indo embora, todos estávamos. Alguns ficariam na cidade, outros não. A tribo, enfi m, estava se espalhando pelo planeta. Agora era cada um por si.
Não sei onde está a maioria de meus amigos. Não sei se tiveram carreiras brilhantes, se casaram, quantas vidas salvaram. Talvez alguns já tenham partido definitivamente. Mas, por outro lado, sei, sim, onde eles estão. Em minha memória, e em um canto especial de meu coração. Que bom que eu tenho de quem lembrar, de quem sentir saudades e a quem agradecer por ter feito parte de minha história e por me ajudar a ser quem hoje sou, este conjunto de retalhos da vida que passou… e que segue.

Texto publicado sob licença da revista Vida Simples, Editora Abril.

Todos os direitos reservados.

Visite o site da revista: www.revistavidasimples.com.br


Juíza usa sua própria história para desmascarar as falácias da tão propalada meritocracia.


Símbolo da resistência

Ana Júlia discursou na quarta-feira (26) na tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná para defender a legitimidade das ocupações de escolas como forma de luta pela qualidade da educação pública.
Segundo a ombudsman da Folha, uma espécie de ouvidora que atua sob a perspectiva dos leitores do jornal, a cobertura da imprensa é tímida para a dimensão da luta dos estudantes contra a reforma do ensino médio (MP 746) e contra a PEC 55 (antiga PEC 241) que congela investimentos na educação por 20 anos.

Do Canal O Mundo segundo Ana Roxo


Explicações simples para assuntos complexos 

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