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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

“POESIA MOKITI OKADA”



Estamos na primavera. Pouco a pouco, a paisagem vai ficando mais florida, alegre, cheia de vida. A flora brasileira, especialmente rica, cria, diante de nossos olhos, paisagens paradisíacas. É o Belo exterior refletindo o Belo que já conseguimos cultivar em nosso íntimo.



A beleza da flor 

Quando a fixo, compenetrado, 

Volto a sentir 

Quão profundas são as 

Bênçãos de Deus. 


Sem conhecer as impurezas do mundo, 

Desabrocha uma camélia no jardim 

Com ela, ornamento o meu lar. 


Aqueles que têm o desejo ardente 

De se igualar à beleza das flores, 

Possuem corações 

Que a elas se assemelham. 

“POESIA MOKITI OKADA”









quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Vôo Longe


Eu ouvi de madrugada
Em meio aos meus poemas
Que varar noites acordada   
Dá uma série de problemas

Interrompo a Brain Storn
Ponho um jazz e o bab doll  
Mas fico logo irrequieta
E jogo longe o lençol

Dessa vez não me censuro
Vôo longe, vou profundo
Pois esclareço no escuro
O que no claro eu confundo

Faço verso, faço rima
Faço conto, poesia
O que fazer se essa luz
Não me vem durante o dia?
                                                     Lili Rebuá

domingo, 11 de setembro de 2011

O sol do amor



Quando o amor acaba...Acaba tudo!
E o 'tudo' que se desfaz em segundos,
prova do gosto amargo e fica mudo.

Mas quando o sol acorda
atrás dos vidros de cristal,
eu vejo que o calor
está de novo na manhã.

Caminho junto
e saio fácil do escuro
E o dia recomeça
num nascer feliz.

E esse calor que liberta
a mágoa do meu coração
Faz sentir que a dor
se perde de novo na imensidão

Eu sinto um alívio
no amanhecer do dia...
Eu sinto os raios
me devolvendo pra vida...

Então... O amor...
O amor não acaba nunca
Apenas se renova na luz das manhãs...


Lili Rebuá

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

"Poemas de Meishu-Sama e Nidai-Sama"

Haicai

"Quem ama as flores da primavera
e o bordo do outono está correspondendo
às dádivas de Deus"


        Uma flor, um cheiro de mato, o filho brincando, uma lembrança...
Escrever poesia é perceber, com sensibilidade, detalhes do dia-a-dia, da vida da memória, e expressá-los em palavras.
        Meishu-Sama escreveu, ao longo de sua vida, mais de cinco mil poemas. Em 1930, criou-se a Associação Ten'nin, que promovia encontros para a leitura de poesias e publicou a coletânea de poemas "Yama to Mizu" (Montanha e Água).
         Matsuo Bashô era um mestre do estilo haicai. Meishu-Sama o considerava um expoente da poesia japonesa, por experimentar ilimidatamente tudo o que existe no mundo, penetrar, captar a essência das coisas e exprimí-las na forma de poesia.
        Teruko Oda, atualmente a maior mestra do haicai no Brasil e nos conta sobre este estilo poético e a importância da poesia na vida das pessoas. 
    
      " O haicai é poesia que nasce de fora para dentro, em contato com a natureza e sem interferência do ego, num misto de gratidão, ternura e reconhecimento da transitoriedade. Quem já não agradeceu a chuvinha que vai levando a poeira do asfalto? Ou não se pôs a refletir sobre a brevidade da vida, vendo-se numa gota de orvalho? Não são apenas as grandes catástrofes que transformam. Pequenos momentos podem nos fazer melhores. A criança que se emitiu tocada pelo canto de um pássaro, jamais pensará num estilingue como brinquedo. O adolescente que se encantou com a florada de um matinho jamais será um destruidor da natureza. O haicai ensina a ver e viver a vida com mais amor".
A poesia não está somente nos livros. Ela nasce de um olhar para a vida, que pode brotar a qualquer momento e em qualquer pessoa.

Estejamos atentos e espelhemos poesia na vida das pessoas.


(Haicai é estilo de poesia japonesa composta de três versos com cinco e sete silábas, cujo tema geralmente é a Natureza ou estações do ano.)
Uma publicação da Revista Izonome



     

Juíza usa sua própria história para desmascarar as falácias da tão propalada meritocracia.


Símbolo da resistência

Ana Júlia discursou na quarta-feira (26) na tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná para defender a legitimidade das ocupações de escolas como forma de luta pela qualidade da educação pública.
Segundo a ombudsman da Folha, uma espécie de ouvidora que atua sob a perspectiva dos leitores do jornal, a cobertura da imprensa é tímida para a dimensão da luta dos estudantes contra a reforma do ensino médio (MP 746) e contra a PEC 55 (antiga PEC 241) que congela investimentos na educação por 20 anos.

Do Canal O Mundo segundo Ana Roxo


Explicações simples para assuntos complexos 

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