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segunda-feira, 28 de setembro de 2015
sábado, 26 de setembro de 2015
Pitada poética de Cecília Meireles
Cecília Meireles (1901-1964) foi poetisa, professora, jornalista e pintora brasileira. Foi a primeira voz feminina de grande expressão na literatura brasileira, com mais de 50 obras publicadas. Com 18 anos estreia na literatura com o livro "Espectros". Participou do grupo literário da Revista Festa, grupo católico, conservador e anti-modernista. Dessa vinculação herdou a tendência espiritualista que percorre seus trabalhos com frequência.
A maioria de suas obras expressa estados de ânimo, predominando os sentimentos de perda amorosa e solidão. Uma das marcas do lirismo de Cecília Meireles é a musicalidade de seus versos. Alguns poemas como "Canteiros" e "Motivo" foram musicados pelo cantor Fagner. Em 1939 publicou "Viagem" livro que lhe deu o Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras.
Cecília Meireles (1901-1964) nasceu no Rio de Janeiro em 7 de novembro de 1901. Órfã de pai e mãe, aos três anos de idade é criada pela avó materna, Jacinta Garcia Benevides. Fez o curso primário na Escola Estácio de Sá, onde recebeu das mãos de Olavo Bilac a medalha do ouro por ter feito o curso com louvor e distinção. Formou-se professora pelo Instituto de Educação em 1917. Passa a exercer o magistério em escolas oficiais do Rio de Janeiro. Estreia na Literatura com o livro "Espectros" em 1919, com 17 sonetos de temas históricos.
Em 1922, por ocasião da Semana de Arte Moderna, participou do grupo da revista Festa, ao lado de Tasso da Silveira, Andrade Muricy e outros. Nesse mesmo ano, casa-se com o artista plástico português Fernando Correia Dias, com quem teve três filhas. Depois que ficou viúva casou-se com o engenheiro Heitor Vinícius da Silva Grilo. Estudou literatura, música, folclore e teoria educacional. Colaborou na imprensa carioca escrevendo sobre folclore. Atuou como jornalista em 1930 e 1931, publicou vários artigos sobre os problemas na educação. Fundou em 1934 a primeira biblioteca infantil no Rio de Janeiro.
Entre 1936 e 1938, foi professora de Literatura Luso-Brasileira na Universidade do Distrito Federal. Em 1940, lecionou Literatura e Cultura Brasileira na Universidade do Texas. Profere em Lisboa e Coimbra, conferência sobre Literatura Brasileira. Publica em Lisboa o ensaio "Batuque, Samba e Macumba", com ilustrações de sua autoria. Em 1942 torna-se sócia honorária do Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro. Realiza várias viagens aos Estados Unidos, Europa, Ásia e África, fazendo conferências sobre Literatura Educação e Folclore.
Cecília Benevides de Carvalho Meireles faleceu no Rio de Janeiro, no dia 9 de novembro de 1964. Seu corpo foi velado no Ministério da Educação e Cultura. Cecília Meireles foi homenageada pelo Banco Central, em 1989, com sua efígie na cédula de cem cruzados novos.
Pitada poética de Mário Quintana
Mário Quintana foi um importante escritor, jornalista e poeta gaúcho. Nasceu na cidade de Alegrete (Rio Grande do Sul) no dia 30 de julho de 1906. Trabalhou também como tradutor de importantes obras literárias. Com um tom irônico, escreveu sobre as coisas simples da vida, porém buscando sempre a perfeição técnica.
Em 1919, mudou-se para a cidade de Porto Alegre, onde foi estudar no Colégio Militar. Foi nesta instituição de ensino que começou a escrever seus primeiros textos literários.
Em 1925, voltou para a cidade de Alegrete e passou a trabalhar na farmácia do pai.
Em 1926, sua mãe (Virgínia de Miranda Quintana) faleceu e no ano seguinte foi seu pai (Celso de Oliveira Quintana) que faleceu.
Já na fase adulta, Mário Quintana foi trabalhar na Editora Globo. Começou a atuar na tradução de obras literárias. Durante sua vida traduziu mais de cem obras da literatura mundial. Entre as mais importantes, traduziu “Em busca do tempo perdido” de Marcel Proust e “Mrs. Dalloway” de Virgínia Woolf.
Com 34 anos de idade lançou-se no mundo da poesia. Em 1940, publicou seu primeiro livro com temática infantil: “A rua dos cataventos”. Volta a publicar um novo livro somente em 1946 com a obra “Canções”. Dois anos mais tarde lança “Sapato Florido”. Porém, somente em 1966 sua obra ganha reconhecimento nacional. Neste ano, Mário Quintana ganha o Prêmio Fernando Chinaglia da União Brasileira dos Escritores, pela obra “Antologia Poética”. Neste mesmo ano foi homenageado pela Academia Brasileira de Letras.
Ainda em vida recebeu outra homenagem em Porto Alegre. No centro velho da capital gaúcha é montado, no prédio do antigo Hotel Majestic, um centro cultural com o nome de Casa de Cultura Mário Quintana.
Mario Quintana não se casou e também não teve filhos. Faleceu na capital gaúcha no dia 5 de maio de 1994, deixando uma herança de grande valor em obras literárias.
Curiosidade:
- Durante a Revolução de 1930, que conduziu Vargas ao poder, Mario Quintana se alistou no Batalhão dos Caçadores (tropa civil que apoiou o movimento revolucionário) do Rio de Janeiro.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
sábado, 19 de setembro de 2015
Gilmar Mendes e Merval Pereira é um pesadelo para a sociedade.
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Gilmar acredita num tipo de democracia onde só ele tem razão, só ele tem voz. Ele é uma das maiores vergonhas da história do judiciário brasileiro, portando-se exatamente como um juiz jamais deveria se portar. Gilmar Mendes e Merval Pereira aparecem numa alegre confraternização que é um pesadelo para a sociedade.
Era o lançamento de um livro de Merval. Não um livro original, mas uma
compilação de artigos seus sobre o Mensalão. Numa sociedade avançada, e o Brasil
aspira a ser uma delas, a imprensa e a Justiça se auto-fiscalizam. Uma deve
coibir excessos da outra.
Quando esses dois poderes se abraçam, como ilustra à perfeição a foto de Gilmar
e Merval, perdemos todos nós.
“Jornalista não tem amigo”. Esta é uma frase clássica de um dos maiores
editores da história do jornalismo.
Em meus dias de editor, tinha esta frase pregada no mural de minha sala.
Repetia-a com freqüência aos repórteres, passíveis de se deslumbrar com as
potenciais amizades que o jornalismo lhes traz. A lógica de Pulitzer, expressa
há mais de um século, é eterna.
Um jornalista não cobre devidamente um amigo. Fecha os olhos para certas coisas
e enaltece qualquer bobagem.
Merval é o anti-Pulitzer. O mesmo ensinamento pulitzeriano se aplica
integralmente à Justiça. Um juiz não pode ter amigos. Claro que não estou
falando dos amigos do bairro, do clube, da padaria ou até do lupanar. Falo dos
amigos do âmbito profissional.
Como Gilmar, para ficar neste caso, poderia julgar uma causa na qual Merval
estivesse porventura envolvido? É por isso que é simplesmente abjetos juízes
aceitarem premiações de empresas jornalísticas. Isso cria um laço, uma
cumplicidade danosa à sociedade. Aos cidadãos. A nós, enfim.
A Globo premiou, nos últimos anos, Joaquim Barbosa e Sérgio Moro. O decoro
deveria tê-los impedido de aceitar. Mas, ao contrário, o que vimos foi a
felicidade rutilante de ambos ao lado dos Marinhos. Por que eles estavam sendo
premiados? Porque, cada qual a seu jeito, os dois lideraram movimentos
visceralmente anti-petistas, o Mensalão e a Lava Jato. Não foi pelo talento,
pela inovação, pela transformação que Barbosa ou Moro trouxeram ao enferrujado,
patético sistema jurídico nacional.
Gilmar é o símbolo supremo desse sistema. Ele não pratica justiça, e sim
política. Vale-se para isso do posto privilegiado que FHC lhe garantiu no STF.
Seria digno ele sair desse pedestal que lhe foi dado em troca de defender as
causas de FHC e se submetesse às urnas. Mas é querer demais de quem posa,
alegremente, ao lado de jornalistas.
Luciana Genro defendeu, em 2008, o impeachment de Gilmar, mas ficou numa luta
solitária e vã. O assunto deveria ser retomado agora.
Não é possível que a sociedade seja obrigada a tolerar, por anos intermináveis,
um juiz que faz política.
Por Paulo Nogueira
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terça-feira, 15 de setembro de 2015
Apesar da CRISE
Eu fico realmente impressionado ao perceber como os colunistas políticos da grande mídia sentem prazer em pintar o país em cores sombrias: tudo está sempre "terrível", "desesperador", "desalentador". Nunca estivemos "tão mal" ou numa crise "tão grande".
Em primeiro lugar, é preciso perguntar: estes colunistas não viveram os anos 90?! Mas, mesmo que não tenham vivido e realmente acreditem que "crise" é o que o Brasil enfrenta hoje, outra indagação se faz necessária: não lêem as informações que seus próprios jornais publicam, mesmo que escondidas em pequenas notas no meio dos cadernos?
Vejamos: a safra agrícola é recordista, o setor automobilístico tem imensas filas de espera por produtos, os supermercados seguem aumentando lucros, a estimativa de ganhos da Ambev para 2015 é 14,5% maior do que o de 2014, os aeroportos estão lotados e as cidades turísticas têm atraído número colossal de visitantes. Passem diante dos melhores bares e restaurantes de sua cidade no fim de semana e perceberá que seguem lotados.
Aliás, isto é sintomático: quando um país se encontra realmente em crise econômica, as primeiras indústrias que sofrem são as de entretenimento. Sempre. Famílias com o bolso vazio não gastam com supérfluos - e o entretenimento não consegue competir com a necessidade de economizar para gastos em supermercado, escola, saúde, água, luz, etc.
Portanto, é revelador notar, por exemplo, como os cinemas brasileiros estão tendo seu melhor ano desde 2011. Público recorde. "Apesar da crise". A venda de livros aumentou 7% no primeiro semestre. "Apesar da crise".
Uma "crise" que, no entanto, não dissuadiu a China de anunciar investimentos de mais de 60 bilhões no mercado brasileiro - porque, claro, os chineses são conhecidos por investir em maus negócios, certo? Foi isto que os tornou uma potência econômica, afinal de contas. Não?
Se banissem a expressão "apesar da crise" do jornalismo brasileiro, a mídia não teria mais o que publicar. Faça uma rápida pesquisa no Google pela expressão "apesar da crise": quase 400 mil resultados.
"Apesar da crise, cenário de investimentos no Brasil é promissor para 2015."
"Cinemas do país têm maior crescimento em 4 anos apesar da crise"
"Apesar da crise, organização da Flip soube driblar os contratempos: mesas estiveram sempre lotadas"
"Apesar da crise, produção de batatas atrai investimentos em Minas"
"Apesar da crise, vendas da Toyota crescem 3% no primeiro semestre"
"Apesar da crise, Riachuelo vai inaugurar mais 40 lojas em 2015"
"Apesar da crise, fabricantes de máquinas agrícolas estão otimistas para 2015"
"Apesar da crise, Rock in Rio conseguiu licenciar 643 produtos – o recorde histórico do festival."
"Honda tem fila de espera por carros e paga hora extra para produzir mais apesar da crise,"
"16º Exposerra: Apesar da crise, hotéis estão lotados;"
"Apesar da crise, brasileiros pretendem fazer mais viagens internacionais"
"Apesar da crise, Piauí registra crescimento na abertura de empresas"
Apesar da crise. Apesar da crise. Apesar da crise.
A crise que nós vivemos no país é a de falta de caráter do jornalismo brasileiro.
Uma coisa é dizer que o país está em situação maravilhosa, pois não está; outra é inventar um caos que não corresponde à realidade. A verdade, como de hábito, reside no meio do caminho: o país enfrenta problemas sérios, mas está longe de viver "em crise". E certamente teria mais facilidade para evitá-la caso a mídia em peso não insistisse em semear o pânico na mente da população - o que, aí, sim, tem potencial de provocar uma crise real.
Que é, afinal, o que eles querem. Porque nos momentos de verdadeira crise econômica, os mais abastados permanecem confortáveis - no máximo cortam uma viagem extra à Europa. Já da classe média para baixo, as consequências são devastadoras, criando um quadro no qual, em desespero, a população poderá tender a acreditar que a solução será devolver ao poder aqueles mesmos que encabeçaram a verdadeira crise dos anos 90. Uma "crise" neoliberal que sufocou os miseráveis, mas enriqueceu ainda mais os poderosos.
E quando nos damos conta disso, percebemos por que os colunistas políticos insistem tanto em pintar um retrato tão sombrio do país. Porque estão escrevendo as palavras desejadas pelas corporações que os empregam.
Como eu disse, a crise é de caráter. E, infelizmente, este não é vendido nas prateleiras dos supermercados.
por Paulo Villaça
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(Se acharem interessante, sigam-me no www.twitter.com/pablovillaca)
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quinta-feira, 10 de setembro de 2015
Pitada poética de Clarice Lispector
Clarice Lispector foi uma das mais destacadas escritoras da terceira fase do modernismo brasileiro, chamada de "Geração de 45".
Recebeu diversos prêmios dentre eles o Prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal e o Prêmio Graça Aranha.
Biografia

Haya Pinkhasovna Lispector nasceu no dia 10 de dezembro de 1920 na cidade ucraniana de Tchetchelnik.
Descendente de judeus, seus pais Pinkhas Lispector e Mania Krimgold Lispector, passaram os primeiros momentos de vida de Clarice fugindo da perseguição aos judeus durante a Guerra Civil Russa (1918-1920).
Diante disso, chegam ao Brasil em 1921 e vivem nas cidades de Maceió, Recife e Rio de Janeiro onde passaram algumas dificuldades financeiras.
Desde pequena Clarice estudou várias línguas (português, francês, hebraico, inglês, iídiche) e teve aulas de piano. Era boa aluna na escola e gostava de escrever poemas.
Após a morte de sua mãe em 1930, Clarice termina o terceiro ano primário no Collegio Hebreo-Idisch-Brasileiro.
Mais tarde sua família vai viver no Rio de Janeiro. Em 1939, com 19 anos, ingressa na Escola de Direito da Universidade do Brasil e começa a dedicar-se totalmente à sua grande paixão: a literatura.
Fez curso de antropologia e psicologia e, em 1940, publica seu primeiro conto, intitulado “Triunfo”.
Após a morte de seu pai, em 1940, Clarice começa sua carreira de jornalista. Nos anos seguintes, trabalha como redatora e repórter na Agência Nacional, no Correio da Manhã e no Diário da Noite.
Em 1943, casa-se com o Diplomata Maury Gurgel Valente, com quem teve dois filhos: Pedro e Paulo. Seu primogênito foi diagnosticado com esquizofrenia e o outro. foi afilhado do escritor Érico Veríssimo.
Devido a profissão de seu marido, Clarice viveu em muitos países do mundo, desde Itália, Inglaterra, Suíça e Estados Unidos. O relacionamento durou até 1959, quando resolveram se separar e com isso Clarice retorna ao Rio com seus filhos.
A escritora foi naturalizada brasileira e se declarava pernambucana. Seu nome, Clarice, foi uma das formas que seu pai encontrou de esconder toda sua família quando chegaram ao Brasil.
terça-feira, 8 de setembro de 2015
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
sábado, 5 de setembro de 2015
Alan Kurd - A humanidade é desumana!
Alan e sua família eram de Kobane, a cidade que ganhou notoriedade por ter sido palco de violentas batalhas entre militantes extremistas muçulmanos e forças curdas no início do ano.
O pai do menino, Abdullah, fugira com mulher, Rehan, e outro filho, Galip, de 5 anos, para tentar chegar ao Canadá, onde vivem parentes da família. Isso mesmo depois autoridades do país norte-americano terem negado um pedido de asilo.
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Renato Russo detonando os fascistas de direita
A Corrupção é o grande verme de nosso país.
Neste vídeo , há mais de 20 anos, Renato fala sobre os fascistas de direita no Brasil, um tema que ainda continua presente neste momento de radicalização das elites brancas contra o Governo Dilma e políticas progressistas..
Composta em 1978, em plena ditadura militar, do então governo Ernesto Geisel, essa letra de música permanece atualíssima.
Na letra de música e na entrevista, o contexto AINDA é a nossa realidade do dia-a-dia.
Nós vivemos em um país em que a corrupção, AINDA, toma conta de tudo.Pessoas, AINDA, se matam umas as outras por drogas. Os políticos, AINDA, roubam dinheiro dos hospitais,de reformas públicas, etc e tal...
Pelo menos, nos dias atuais, o combate parece tomar folego, condenando culpados e recuperando alguns desvios... Já é um começo. Brindamos a isso! Só falta uma reforma política, penal e fiscal, para podermos avançar no amadurecimento da nossa democracia brasileira.
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Human’ é filme único pela eloquência dos depoimentos
Por Mari Weigert, jornalista e editora responsável do site PanHoramarte
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| Eu sou apenas um, dos sete bilhões de pessoas que vivem na Terra. Venho fotografando o planeta e diversidade humana por 40 anos e tenho a impressão de que a humanidade não avança. Nós nunca conseguimos viver juntos em harmonia. Por que?”. Essa foi a pergunta básica que impulsionou Bertrand a desenvolver o projeto ‘Human’ (Humanos). “Eu procurei a resposta no homem e não nas estatísticas ou estudos”. "Click no texto para ver os depoimentos completos" |
Símbolo da resistência
Ana Júlia discursou na quarta-feira (26) na tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná para defender a legitimidade das ocupações de escolas como forma de luta pela qualidade da educação pública.
Segundo a ombudsman da Folha, uma espécie de ouvidora que atua sob a perspectiva dos leitores do jornal, a cobertura da imprensa é tímida para a dimensão da luta dos estudantes contra a reforma do ensino médio (MP 746) e contra a PEC 55 (antiga PEC 241) que congela investimentos na educação por 20 anos.
Do Canal O Mundo segundo Ana Roxo
Explicações simples para assuntos complexos
Beautiful!! Muy Bueno! Very nice! Very cool ! Bravo. :)
Seasons from Erica Haowei Hu on Vimeo.
















