Seguidores

domingo, 29 de maio de 2011

Luxo da Eternidade



                          
No balanço das horas,
o tempo faz girar
a roda viva de nossas vidas.
Faz brotar os segundos, as horas,
vai tecendo os dias, os meses...
Uma vida inteira.
O tempo faz surgir, horas vagas,
horas marcadas, horas a fio.
Faz  aparecer sinais da velhice
e o nascer de uma nova vida.
O tempo faz despontar
o apreço de cada dia vivido.
Faz guardar saudade no peito,
nas recordações de nostalgia.
O tempo ensina a fundo
pra quem vive eternamente,
porém, não temos 

o luxo da eternidade.

Lili Rebuá

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Espiritualidade

Nós viemos de um mundo, onde a intuição dos nossos sentimentos nos leva a amar e respeitar o próximo. Trazemos conosco  sentimentos e ensinamentos que aprendemos através das nossas existências mais remotas....



   

Existem pessoas que não dão importância para esta voz que ecoa o tempo todo dentro de nós, mas é ela que nos leva ao mundo do qual somos provenientes e até mesmo sobreviventes. Não devemos fazer julgamentos a pessoas pelo lugar que vive ou sobrevive. As diferenças existem apenas para podermos aprender a trocar conhecimentos entre os povos e assim avançarmos cada vez mais para direção que nos leva ao caminho universal de Deus, que criou o céu e a terra para unificá-la através da paz e do conhecimento. Por isso a necessidade da união entre as diversas culturas contidas durante séculos e séculos no mundo como um todo.
A terra criada por Ele, nós conhecemos bem, ou quase, mas o céu criado por Ele, só os que buscam a espiritualidade divina é que vão conhecer.
 Espiritual? Invisível?  Quem somos nós enquanto dormimos? E mais adiante quando morremos?
A fé, a sensibilidade e a intuição é que medem o grau da crença que estão dentro de nós; são eles que  indicam de que mundos especialmente viemos.  
No recôndito da alma está guardada a nossa essência que trazemos na vida após vida e assim vai se somando ou subtraindo, depende de que lados vão direcionar nossas escolhas.
Forças do bem e do mal brigam para ganhar nossa espiritualidade, e nesta guerra nós é que somos a moeda a ser disputada.
Aqui na terra, se nós prestarmos: o bem nos liberta, do contrário: o mal nos leva.
Os anjos bons e maus duelam pelas nossas escolhas e, não devemos perder a noção de que estamos aqui somente de passagem. O nosso desempenho diante de Deus nos indica quem somos nós através dos nossos sentimentos humanos.
Saibamos ouvir aquela voz dentro da gente nos inspirando sempre para o nosso fortalecimento espiritual e sejamos temerosos para o outro tipo de voz que possa nos encaminhar ao ardido fogo eterno do inferno. .

                                                      Lili Rebuá

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O Início do Mundo Segundo os Guaranis

           por Lili Rebuá
            
Na aldeia Boa Vista, em Ubatuba, o inicio do mundo e da vida é explicado de pai para filho, de acordo com as crenças e tradições da tribo”.

             No início não havia nada. Havia lá em cima o mundo de Nhanderú, que é o deus de todas as coisas.Ele criou o mundo dentro de seu mundo, e sobre ele o universo.
            Na criação do mundo, Nhanderú  primeiro criou a terra, semelhante ao seu mundo e, ocupado como era em seu mundo, criou o homem, um índio que deveria tomar conta dela.
            O índio tomava conta  terra da terra, como se a terra fosse um sítio de Nhanderú, e conversava sempre, um fazendo companhia ao outro.
            Mas o índio queria ter mais coisas á sua volta, sentia-se só, apesar de estar sempre a conversar com Nhanderú. Disse que gostaria de outras coisas, de ver outras coisas, de ter amigos e ter mais conhecimento.
            Ele enjôou da terra e era muito difícil estar só. Nhanderú então criou as árvores, os animais, os pássaros e as pequenas e grandes coisas do mundo, que fazem parte da natureza, e esses elementos se transformaram em amigos do índio.
            Mas, com o tempo, o índio achou que não era isso. Ficava muito tempo fazendo as coisas sozinho. Plantava, colhia, tudo dava certo, e o índio cansou. Pediu então a Nhanderú que gerasse outra pessoa humana para conversar, caçar...um amigo.
            Aí então Nhanderú falou que ele poderia ter um amigo, mas que não seria igual a ele, não seria um homem e sim uma mulher – uma índia.
            O índio esperou e Nhanderú, então, criou a índia. E a índia existiu.
            O índio assustou-se com as formas do corpo dela, sentiu-se estranho dentro de si e inquietou-se, perguntou a Nhanderú o que aconteceu, porque aconteceu aquilo. Então Nhanderú explicou a ele, que no futuro teria crianças na terra, que ele e a índia povoaria a terra e tomariam conta de todas as coisas. O índio entendeu e ficou feliz. Esse índio chamava-se Ywiraidja e a índia Kunhakarai.

Estações Ecológicas de Ubatuba


por Lili Rebuá


FUNDAÇÃO CAPRICÓRNIO

Fazenda fundada em 1991, pelo seu proprietário, o engenheiro agrônomo e florestal dinamarquês Hans Scaventus.
Tida como exemplo de desenvolvimento sustentado que a projetou para combinar progresso com preservação ambiental. A fazenda abriga um número incontável da fauna e flora da Mata Atlântica, como búfalos, marrecos, peixes, plantação de cacau, dendê, cravo, canela, palmito, essências florestais e outros.
 Pesquisadores nacionais e internacionais vem demonstrando interesse na Fazenda Capricórnio, que vem atuando nas áreas de educação e ecoturismo, e recebendo estudantes, pesquisadores e turistas interessados em conhecer a mata Atlântica.
A Fazenda está localizada na Estrada do Taquaral e a acomodação é de 20 pessoas.

ESTAÇÃO EXPERIMENTAL DO HORTO FLORESTAL

Originária do antigo núcleo colonial “Conde do Pinhal”, e do qual foi desmembrada, transformou-se em 1915 no Horto Agrário Tropical e, em 1931, na Estação Experimental de Banana. Mas só em 1935 é que se incorporou definitivamente ao Instituto Agronômico, como uma de suas unidades experimentais. A maior parte dos seus 425 hectares permanece como reserva florestal em áreas de topografia bastante acidentadas.        Nas várzeas e nas encostas são desenvolvidos experimentos abrangendo culturas de cana-de-açúcar, cacau, palmito, seringueira, mandioca e especiarias.


PROJETO TAMAR
Programa Nacional de Proteção às Tartarugas Marinhas, foi especialmente criada para proteção, marcação e salvamento desses animais devolvendo-os ao seu habitat.Ubatuba foi escolhida por ser uma região de alimentação das tartarugas, que depois voltam ao norte para desovar. O Projeto Tamar também desenvolve atividades de Educação Ambiental nas escolas e programas de difusão científica.

NÚCLEO PICINGUABA
O Núcleo Picinguaba possui área de oito mil hectares dentro do Parque Estadual da Serra do Mar, onde são desenvolvidos programas de Educação Ambiental e pesquisa. Abriga o antigo núcleo dos pescadores artesanais e a região é tombada pelo Condephaat como área de preservação permanente. Criado pela Secretaria do Meio Ambiente, o núcleo possui um Centro de Apoio onde o visitante pode ficar hospedado em alojamento para 32 pessoas.



AQUÁRIO DE UBATUBA
O Aquário de Ubatuba possui 15 tanques com capacidade de 80 mil litros de água com mais de 80 espécies marinhos. É um local de visitação obrigatório para grupos de estudantes. A exposição da preservação da fauna marinha em diversas espécies de peixes, que vão geograficamente desde o Litoral Norte Paulista ao Oceano Pacífico, Índico e Costa Atlântica, a serem contemplada e estudada pelos seus visitantes. Há uma sala de projetos de preservação e pesquisa ambiental, além do anfiteatro com projeções de filmes ecológicos.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Turismo - Ubatuba

BELEZAS NATURAIS                      

por Lili Rebuá


 De clima docemente temperado pela mescla da brisa marinha e o ar de montanha que emana da Floresta Atlântica. Ubatuba ocupa uma posição geográfica privilegiada, situando-se no exato local onde o Trópico de Capricórnio deixa o continente para ganhar o oceano. Hoje, tombada pelo patrimônio histórico e geográfico nacional, a mata Atlântica é talvez o último reduto intocado que abriga uma variedade enorme de espécies vegetais raras, orquídeas, palmeiras e bromélias que somam centenas de tipos diferentes.
A mata abriga pássaros grandes e pequenos, alguns dos quais já em extinção. Animais de pequeno e médio porte, como esquilos, tatus, macacos quatis, porcos do mato, felinos e marsupiais. Hordas de tucanos, periquitos e sairinhas multicores adejam por entre as samambaias e xaxins gigantescos, cujas folhas tocam as límpidas águas dos regatos onde pululam peixes e pitus.

Adentrar por estas matas, ouvindo o murmúrio dos regatos, sob os raios solares que consegue se infiltrar
entre as folhas das gigantescas árvores, captando os sons dos pássaros e contemplando o gracioso vôo das borboletas tropicais é uma experiência quase mística, o que nos faz sentir as emanações mágicas deste santuário ecológico, que emoldura praias de raríssima beleza e singularidade, sempre diferente uma da outra.
As muitas surpresas nos “sertões” próximos à serra: comunidades indígenas, ruínas de fazendas do século passado, comunidades caiçara, rios e cachoeiras pouco explorada.


sábado, 7 de maio de 2011

Pitada poética de Paulo Leminsk

Paulo Leminski Filho* Curitiba, PR. – 24 de Agosto de 1944 d.C
+ Curitiba, PR. – 07 de Junho de 1989 d.C
Poeta, escritor, tradutor e professor brasileiro.
Filho de Paulo Leminski e Áurea Pereira Mendes. Mestiço de pai polaco com mãe negra, Paulo Leminski Filho sempre chamou a atenção por sua intelectualidade, cultura e genialidade. Estava sempre à beira de uma explosão e assim produziu muito. É dono de uma extensa e relevante obra. Desde muito cedo, Leminski inventou um jeito próprio de escrever poesia, preferindo poemas breves, muitas vezes fazendo haicais, trocadilhos, ou brincando com ditados populares.

Escura a rua
escuro
meu duro desejo
duro
feito dura
essa duna
                    donde
o poema
                 uma
                           esp
                                  uma
       doendo
ex
     pl
         ode
                                   

Conto - Na luz Vermelha da Tarde



    Ainda embargada num sono profundo, o rádio relógio me desperta ás 7 da manhã e todo ambiente é invadido por uma melodiosa e suave música. Notei pela janela um dia escuro e chuvoso. A música foi interrompida pelo noticiário, notificando um corpo de uma menina encontrada afogada na beira da praia.
-Que desgraça, penso eu, pra se começar um dia. Se não fosse o meu querido despertador, eu estaria sonhando os melhores momentos dos meus sonhos. Mas tudo bem, ele sempre sai vitorioso. O primeiro ponto da manhã é dado ao meu ilustre despertador. Todo dia ele me arranca do melhor lugar que existe para se estar numa manhã.
E assim, diante de um dia que começara caído, pensei: Vou ou não vou para a minha obrigação de todos os dias? E antes que a preguiça ou a coragem falasse mais alto, o rádio anuncia que o corpo encontrado havia sido identificado e nesse momento fiquei em estado de choque.
Não poderia acreditar que aquela menina que a pouco conheci, teria morrido assim, tão jovem.Joguei o rádio-relógio pela janela e chorei muito, além disso, não sei lidar muito com a morte, por que sempre deixa uma sensação estranha de nunca mais na vida a gente  irá rever uma pessoa que se fora.
Olívia era o seu nome, meio menina, meio criança... Linda, dessas que qualquer família pensaria em adotar, mas que temem, pois uma vez delinqüente, sempre será uma delinqüente.
Mas apesar de sua tristeza pela agressão familiar e policial, ela alimentava sonhos dourados, acreditara, porém, que um pouco de felicidade ainda bateria em sua porta...Doce ilusão...
Lá fora, a chuva ainda insistia, como se o dia chorasse rumores de agonia e morte.Olhei pela janela e meus pensamentos me levariam pra longe, mas precisamente numa tarde alaranjada de frente pro mar...
Via-me sentada num banco de pedra ao pé de uma amendoeira, absolvida em meus pequenos problemas, quando ouço uma voz sumida, um quase sussurro...
-Moça! Me arranja um cigarro? Permaneci ma mesma posição que me encontrara.
-Moça, ta surda, me arruma um cigarro? E ainda com olhos fixos na praia resmunguei:
-Vai te embora!
-Está bem, respondeu ela, não precisa ficar brava e dá licença que eu também quero ver o mar. Assustei-me e me virei disposta a expulsa-la, no entanto, desarmei-me diante da petulante.
-Você não dá é por que não tem, não é? O seu jeito polido e meigo comoveu-me. Notei nela uma aura especial.
-É verdade, eu não fumo. Respondi enquanto me afastava pro lado, afim de que ela melhor  pudesse ver o mar.E ela prosseguiu.
-Eu sempre venho aqui todas as vezes que as tardes ficam assim, com o por do sol avermelhando toda a praia, e este banco é o meu preferido.
Naquele momento prestei mais atenção nela e eu era só ouvidos.Contava-me acontecimentos extraordinários, aventuras tamanhas que supunha com mais idade o que ela realmente aparentava. Indaguei onde morava. Disse não ter moradia certa, a rua era o seu pouso habitual. Notei que seus olhos tornaram mais tristes e com a voz velada ela prosseguiu: - Eu fugi de casa há muito tempo, por que não agüentava mais tanta pobreza. O sofrimento de minha mãe era muito grande, talvez aí melhorasse com menos uma boca pra sustentar.
Quando era muito pequena, eu e meus irmãos andávamos curvados com a mão na barriga de tanta fome. Agente chorava muito. Minha mãe pedia mamão verde nos vizinhos e nos dava cozido com sal. O dia mais feliz da minha infância foi quando eu e meus irmãos estávamos sentados na beira da estrada e passara um caminhão do qual deixara cair uns pacotes de bolacha. Juntamos tudo e levamos pra casa e neste dia comemos bolachinhas como numa festa. Fiquei tão feliz que nunca mais esqueci, me lembro até a roupa que usava, era um vestido azul...
Permaneci quieta, constrangida e um pouco atordoada. Minutos atrás estava eu remoendo problemas ridículos, desejando coisas que não tinha, no entanto, meus problemas caíram na insignificância...
Por alguns instantes, ela abaixara-se revirando o conteúdo de uma sacola que ela trazia consigo e tirara de lá um velho e encardido urso de pelúcia, que provavelmente o acompanhava em muitas de suas andanças pelo mundo.
-E então Jonas vamos nessa? Disse ela num tom de despedida e, antes que eu dissesse alguma palavra, ela se distanciara. Entretanto, ainda podia vê-la ao longe andando descalça sobre a espuma na beira da praia sob a luz vermelha da tarde.
Dois dias depois após sua morte, resolvera ir até a praia e sentei-me no mesmo lugar e recordar aquele encontro sob a mesma luz alaranjada. Resolvi de súbito, caminhar pela praia e toda conchinha encontrada eu atirava pro mar. Entre uma conchinha e outra eu tive uma surpresa. Encontrei o Jonas, o velho urso, peguei-o imediatamente, sacudi o excesso de areia e passei os dedos sobre os seus olhos de vidro. Apertei-o contra o meu peito e atirei-o no mar ao encontro de Olívia.
Naquele momento no céu uma vaga nuvem se esvaia solta na amplidão vermelha daquela tarde. E o passado não voltaria...
De volta pra casa, no caminho passei numa loja e comprei um despertador novo, afinal a vida
continua...
                                                     
Lili Rebuá
     

(Este conto foi premiado em 2005 no concurso da Fundart)




Juíza usa sua própria história para desmascarar as falácias da tão propalada meritocracia.


Símbolo da resistência

Ana Júlia discursou na quarta-feira (26) na tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná para defender a legitimidade das ocupações de escolas como forma de luta pela qualidade da educação pública.
Segundo a ombudsman da Folha, uma espécie de ouvidora que atua sob a perspectiva dos leitores do jornal, a cobertura da imprensa é tímida para a dimensão da luta dos estudantes contra a reforma do ensino médio (MP 746) e contra a PEC 55 (antiga PEC 241) que congela investimentos na educação por 20 anos.

Do Canal O Mundo segundo Ana Roxo


Explicações simples para assuntos complexos 

Beautiful!! Muy Bueno! Very nice! Very cool ! Bravo. :)